Sindicalista espera mais adesões na greve do HC
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segunda-feira, 30 de julho de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
A decisão da juíza substituta Flávia da Silva Xavier, da 11ª Vara Federal de Curitiba, de garantir 30% de atendimento nas unidades do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba fortaleceu a greve dos servidores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que atuam na instituição. A avaliação é do presidente do Sinditest, Antônio Néris de Souza. Ele garantiu que a adesão dos funcionários, de domingo para ontem, aumentou em mais de 20%. Esperávamos essa decisão e já estávamos dispostos a cumprir. A paralisação começou na última quarta-feira e não tem data para acabar.
A direção do HC não quis se pronunciar sobre a decisão porque, até a tarde de ontem, não havia recebido a notificação da Justiça. A assessoria de comunicação do hospital informou que o atendimento na Unidade de Terapia Intensiva e no Centro Cirúrgico estavam praticamente normalizados ontem. Na semana passada apenas três funcionários trabalhavam nessas unidades e ontem já eram oito.
Ainda segundo a assessoria do HC, a situação continuava mais crítica nas unidades de internamento. Nas áreas de cirurgia do aparelho digestivo e cardíacas apenas dois funcionários faziam o atendimento de 34 pacientes ontem. No setor de neurocirurgia, outros dois atendentes cuidavam de 22 pacientes. No pronto atendimento e nas consultas a demanda foi atendida normalmente.
A expectativa do sindicato é de que o movimento ganhe mais adeptos a partir de hoje. Segundo ele, muitos funcionários ainda não tinham paralisado as atividades com receio de que a greve fosse considerada abusiva. A intenção do comando de greve é deixar apenas 30% dos 2.050 servidores na ativa. Até a decisão da Justiça no último domingo, cerca de 70% dos empregados continuavam trabalhando - garantiu o sindicalista.
Ele acusou a direção do HC de ter causado essa situação, quando decidiu apelar para a Justiça para tentar acabar com o movimento.


