O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Cascavel, Antônio Koslowiski, foi denunciado ontem por falsificação de documentos que possibilitaram a entrada dele na faculdade. O fato ocorreu há um ano, mas somente agora o Núcleo Regional de Educação divulgou o resultado da análise no diploma e no histórico escolar apresentado por Koslowiski no ato de sua matrícula na Faculdade Dom Bosco.

O sindicalista conta que decidiu fazer o vestibular para constatar seu grau de conhecimento. Ele não poderia fazer o curso de Pedagogia, para o qual se inscreveu, pois ainda estava terminando o ensino fundamental. Após receber o resultado do concurso no qual havia sido aprovado, Koslowiski comentou com alguns amigos seu desejo de fazer a faculdade.

Alguns dias depois, o sindicalista diz ter recebido um telefonema de uma pessoa identificada apenas como Paulo que lhe ofereceu um diploma para entrar na faculdade. ''Ele falou que se eu pagasse R$ 200,00 eu conseguiria os documentos e poderia estudar. A princípio fiquei com medo, mas ele disse que outras pessoas já estavam se formando na mesma situação. Por isso, acabei aceitando'', relata.

Antônio Koslowiski acrescenta que a mesma pessoa lhe disse que o diploma de segundo grau sairia em nome de uma escola particular de Cascavel, o Colégio Cristo Rei, e seria feito em uma gráfica da cidade. O sindicalista estudou dois meses na faculdade, mas desistiu por temer que descobrissem a falsificação.

A diretora administrativa da Faculdade Dom Bosco, Marileusa Acosta, explica que ao receberem a documentação do sindicalista perceberam que existiam irregularidades, como a falta de notas em determinadas disciplinas. Em seguida, enviaram os documentos de todos alunos aprovados no último vestibular para análise do Núcleo de Educação.

Questionada sobre o fato de uma pessoa semi-analfabeta ter sido aprovada no concurso, Marileusa declara que ''o vestibular deixou de ser seletivo e passou a ser classificatório. Pelo número de vagas ofertadas acredito que não seriam mais necessário os vestibulares''. Ela frisa que a instituição não pretende acionar juridicamento o sindicalista, ''pois não fomos prejudicados''. O diretor do Colégio Cristo Rei, Júlio César Leme da Silva, adiantou que estará processando Koslowiski pela utilização do nome da escola na falsificação.

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