O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Maringá e Região destituiu a presidenta da entidade, Clarinda de Oliveira, que está sendo acusada de crime de estelionato. A destituição foi aprovada em assembléia realizada anteontem à noite, com a participação de 48 associados e membros da diretoria. Clarinda também foi excluída, por unanimidade dos votos, do quadro social da entidade.
Conforme inquérito policial da Delegacia de Crimes contra Administração Pública, de Curitiba, Clarinda fornecia certificados falsos de conclusão do curso de auxiliar de enfermagem para os profissionais da área que tentavam regulamentar a atividade. Ontem de manhã, a diretoria do sindicato se reuniu novamente e escolheu Gessi Alves dos Santos Caletti para ocupar a presidência da entidade. Gessi ocupava o cargo de secretária geral.
De acordo com o inquérito montado pela Delegacia de Crime contra Administração Pública, Clarinda usava o cargo de presidente do sindicato para comercializar os certificados do curso de auxiliar de enfermagem. Clarinda teria cobrado entre R$ 500,00 e R$ 800,00 por certificado. O delegado Pedro Ataíde Machado, que presidiu o inquérito, pediu a prisão preventiva de Clarinda. Ela não comparece ao sindicato desde o dia 25 de julho.
A Secretaria de Educação do Estado descobriu o golpe ao receber os certificados para regulamentar a atividade. A Secretaria descobriu que os carimbos usados na emissão dos certificados eram falsos. Durante a investigação, os profissionais que tiveram os certificados suspensos por causa da falsificação, afirmaram que Clarinda cobrava entre R$ 500,00 e R$ 800,00 para liberar os documentos. Os profissionais disseram que foram induzidos por Clarinda a fazer o curso e obter o certificado para regularizar a atividade. Eles também afirmaram que não participaram de aulas, mas preencheram somente um teste de conhecimentos fornecido pela própria Clarinda.
De acordo com a nova presidenta do Sindicato dos Empregados nos Estabelecimentos de Saúde de Maringá e Região, Gessi Alves dos Santos Caletti, Clarinda não agiu com transparência e surpreendeu a diretoria da entidade. ‘‘Nos sentimos traídos’’, afirmou. O mandato da atual diretoria vai até abril do ano 2000. A Folha deixou recado no celular de Clarinda mas não houve retorno. Na casa dela, um funcionário que não quis se identificar, disse que Clarinda está participando de um encontro, em Brasília (DF).Marcos NegriniNova diretoriaGessi Alves dos Santos Caletti assumiu a presidência do sindicato: ‘‘Nos sentimos traídos’’
Ex-presidenta do Sindicato da Saúde foi denunciada por falsificar certificados do curso de auxiliar enfermagem

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