A aposentada Caetana de Almeida, 64 anos, é a moradora mais antiga do Edifício Tijucas. Ela comprou o apartamento número 1.809 em 1970, dois anos antes de o bloco ser concluído. ‘‘A primeira vez que eu entrei no apartamento, numa manhã de inverno, fiquei encantada com o sol que entrava e soube que viveria aqui o resto da minha vida’’, diz. Caetana se orgulha da vista do terraço do prédio, de onde era possível enxergar, conta, até o município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. ‘‘Eu vi prédios surgirem e acompanhei o crescimento da cidade do topo do Tijucas’’, lembra.
Para Caetana, morar no Tijucas é um privilégio. A segurança do prédio - vigias contratados circulam 24 horas - e a localização são os principais atrativos. ‘‘Eu adoro morar aqui e não tenho vontade de me mudar’’, afirma. ‘‘Tenho acesso fácil a tudo que preciso e não me preocupo com assaltos’’, garante.
Síndica da ala residencial do Tijucas desde 1982, Caetana conhece todos os moradores. ‘‘O bom relacionamento entre os ocupantes do edifício torna o local ainda mais agradável. Quem escolheu morar aqui gosta do lugar em que vive’’, diz. Ela gosta tanto do prédio que aprendeu a conviver com a falta de garagem, na sua opinião, o único defeito do edifício. Caetana, como a maior parte dos moradores, usa um estacionamento perto do Tijucas.
O funcionário público Luiz Carlos Chacon de Oliveira - o Chacon, sósia de Roberto Carlos - mora no Tijucas desde 1972. ‘‘Eu sempre quis morar num lugar alto para poder enxergar o mundo’’, diz. Chacon garante que mora perto de Deus e que, por isso, suas orações são atendidas na hora. Ele gosta do movimento do Tijucas, com seus muitos moradores e frequentadores das 22 lojas da galeria. ‘‘Mesmo que eu fique milionário, vou continuar morando no edifício. Sou muito feliz aqui.’’ (A.V.)

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