Sinclapol aciona o Estado por estelionato e falsidade
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O Sindicato das Classes Policiais Civis (Sinclapol) entrará esta semana com uma ação na Justiça contra o governo do Estado pelo não-cumprimento do acordo assinado no início de novembro com a categoria. O acordo previa um reajuste dos salários de investigadores e escrivães de polícia, com data prevista para a remessa de proposta para o dia 25 de novembro. O descumprimento do acordo equivale a quebra de uma convenção coletiva de trabalho. O Estado incorre em estelionato e falsidade ideológica, afirmou Luiz Bordenowski, presidente do Sinclapol.
O documento foi assinado e referendado por cinco secretários de Estado (Ricardo Smitjink, da Administração; Alceni Guerra, da Chefia da Casa Civil; José Tavares, da Segurança Pública; Joel Coimbra, Procuradoria-Geral da Justiça; Ingo Hubert, da Fazenda) e pelo delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro. Ainda vamos entrar com outras ações que pode ser a tutela antecipada do reajuste ou um mandado de segurança, analisou Bordenowski, ao comentar que o departamento jurídico do sindicato está estudando o assunto.
A greve da categoria está praticamente descartada para este ano. Os policiais civis deverão retomar as discussões no ano que vem. Uma greve neste momento só atrapalharia, classificou, ao destacar que, hoje, representantes dos policiais civis têm nova reunião marcada com secretários.
O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, disse que a ação é absurda. De acordo com ele, o documento foi assinado depois de uma reunião onde foram explicadas as dificuldades do Estado com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Vamos retomar as negociações. O Estado tem boa vontade. Apenas não pode dar o reajuste neste momento por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, justificou.
As reivindicações da Polícia Militar também foram frustradas durante a semana passada, com o anúncio oficial que a retomada das negociações ficaria para o mês de fevereiro. Os militares também pedem melhorias salariais, com equiparação das gratificações.


