Uma medida simples como o reforço na sinalização é solução apontada por motoristas para pontos críticos do trânsito de Londrina. Apesar da insistência das autoridades em negar a deficiência, cruzamentos em vias movimentadas, como a Avenida Madre Leonia Milito e a Rua Quintino Bocaiúva, são complicados especialmente nos horários de maior movimento.
Enquanto isso, motoristas e pedestres testemunham acidentes com frequência. A maioria são colisões de pequena gravidade, já que na maior parte das vezes os veículos estão em baixa velocidade por causa dos semáforos.
Um ponto é a conversão da Avenida Madre Leonia Milito para a BR-369, no pontilhão próximo ao Shopping Catuaí, na Zona Sul. É comum que motoristas com destino ao centro de compras percebam que a faixa da esquerda é exclusiva para conversão à esquerda tarde demais. Muitos seguem reto, apesar tachões instalados pelas autoridades de trânsito, o que provoca risco de acidentes e danos nos veículos.
''Acredito que a sinalização tem que ser melhor. Muitas vezes o motorista esquece que existe o acesso à Unopar e fica difícil porque quer ir reto'', atesta o bioquímico Roberto Koguichi, 30 anos. Placas indicando a conversão exclusiva existem, mas os motoristas ouvidos pela reportagem declaram por unanimidade que deveriam ser mais distantes da conversão.
Mesmo quem passa pelo local com bastante frequência afirma que o problema existe. Um exemplo é a psicóloga Juliana Cardoso, 30, que trabalha em uma universidade próxima. ''Eu enfrentei dificuldades, mas já me habituei a entrar na pista correta para a conversão. Mas sempre ocorrem acidentes aqui'', confirma. Por outro lado, o autônomo Ariel Lemes Guedes, 23, afirmou que o problema é a desatenção de motoristas em relação aos sinais de trânsito.
Uma dificuldade semelhante ocorre no entroncamento da Rua Quintino Bocaiúva com as avenidas Juscelino Kubitscheck, Tiradentes e Rio Branco, na Área Central. As confusões ocorrem em dois pontos: alça de acesso da JK para a Rua Recife e na passagem da Quintino para a Tiradentes.
O motorista que trafega pela Quintino Bocaiúva e quer seguir reto não pode estar na pista da direita, exclusiva para conversão. Ao tentar voltar para as pistas centrais, a confusão está formada. Marcos de Alcântara Silva, 20, é balconista de uma lanchonete perto do local. Mesmo trabalhando no estabelecimento há apenas um mês, ele presenciou diversas colisões no trecho.
A situação mais complicada, segundo Silva, é a do motorista que usa a alça de acesso para entrar na Rua Recife. Normalmente, o veículo que trafega pela Quintino, que é preferencial, deixa o outro passar, o que provoca confusão no cruzamento. ''Deveria ter um semáforo na esquina da João Pessoa para aliviar o tráfego'', opina.
O motorista Aroldo da Silva Alboitt, 32, acredita que a sinalização na área não é respeitada. ''Aqui são três faixas e na Tiradentes também são três faixas. Antes do recape as faixas estavam pintadas, o que facilitava para o motorista. Mas também há desrespeito'', diz.

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