Sinalização confunde pedestres
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segunda-feira, 05 de março de 2012
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
As faixas de pedestres servem para garantir a travessia com segurança pelas ruas. No mês passado, a Avenida Santos Dumont, na Zona Leste de Londrina, foi recapeada e as faixas nas imediações da rotatória com a Avenida Juscelino Kubitsheck (Área Central) foram repintadas em locais diferentes dos anteriores. A mudança das faixas seria positiva se elas não tivessem sido pintadas em frente a árvores e postes, o que dificulta o acesso do pedestre. A situação se contrapõe à campanha Pé na Faixa, criada pela prefeitura em setembro de 2009 que incentiva pedestres a atravessarem adequadamente as ruas.
Se não bastasse a pintura em locais inadequados, no local das faixas novas não há rampas de acesso. O pedestre ou cadeirante que precisar de uma rampa é obrigado a atravessar fora da faixa, se arriscando entre os carros. Jéssica Fabricio é consultora de sistemas, mora e trabalha nas imediações da Santos Dumont. Ela precisa atravessar a via várias vezes ao dia e reprovou a situação. ''A rampa de acesso já deveria ter sido feita no lugar certo. É preciso fazer uma reportagem cobrando para a prefeitura executar o serviço'', lamentou.
Além das rampas, falta também uma calçada sobre o canteiro central da avenida. Da forma como está, o pedestre que opta por seguir a lei e atravessar corretamente precisa pisar na terra e na grama.
Enquanto as novas faixas não contam com rampas e calçada no canteiro central, os locais onde ficavam as antigas possuem estes itens de segurança. A estrutura acaba servindo como incentivo para que os pedestres atravessem fora da faixa de segurança. A pedadoga Maria Aparecida Negro Andrade optou por passar entre os carros por conta da comodidade da calçada do canteiro central. ''Eu acho que aqui também precisaria de um sinaleiro. Eu que não tenho dificuldade para andar acho difícil atravessar porque os carros passam muito rápido. Quem anda devagar deve ter mais dificuldade ainda'', refletiu.
Na Avenida JK, próximo à rotatória com a Santos Dumont, não há faixa de pedestres, mas a placa da campanha Pé na Faixa e as rampas de acesso continuam no local. ''É inconveniente esta situação. Acho que rampa, a placa e a faixa deveriam estar no mesmo lugar'', desabafou a vendedora autôma Angela Gimenes Panhan.
Leste-Oeste
Nas imediações do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), na Avenida Leste-Oeste (Área Central), a pista de tráfego que liga o bairro ao Centro foi recapeada. No entanto, nem todas as faixas de pedestres foram pintadas. Em um dos locais visitados pela FOLHA, existe inclusive um semáforo para pedestres mas não há faixa de segurança. Além disso, nas faixas próximas aos semáforos para veículos não há rampas de acesso.
A estudante Renata Brizola considera a situação perigosa. ''Eu acho que deveria pelo menos ter uma rampa aqui. O Cismepar recebe muita gente com dificuldade de locomoção. A prefeitura deveria dar o exemplo'', destacou, se referindo ao consórcio, que atende usuários da 17 Regional de Saúde, ou seja, recebe pacientes de vários municípios da região.
Na faixa elevada de travessia de pedestres na Leste-Oeste, próxima à Rua Rua Brasil, há sinalização vertical apontando o obstáculo na pista, no entanto falta sinalização horizontal.


