Sinal vermelho para o TOC
Pequenas situações cotidianas inofensivas, como aquelas delineadas na matéria, caracterizam-se como manias. Elas são importantes e só vêm a somar ao dia-a-dia. Contudo, se determinada particularidade transforma-se em obsessão, é hora de acionar o sinal vermelho: pode se tratar do transtorno obsessivo-compulsivo.
Popularizado como TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo, segundo o psicólogo Alfredo Sallum, tolhe o indivíduo de ser livre e espontâneo. ''Geralmente o TOC se deve à presença de um superego muito rígido. Os portadores de TOC são pessoas com extremo controle sobre si mesmas e que, consequentemente, exercem um extremo controle sobre as outras''.
Exemplos célebres não faltam: Michael Jackson e seu medo de contaminação; a cantora Britney Spears e sua obsessão por limpeza; a atriz Luciana Vendramini - que só dormia após ouvir determinado número de buzinadas e lavava as mãos incontáveis vezes -; o cantor Roberto Carlos, que não veste determinada cor e jamais pronuncia a palavra ''inferno''. Todos, acometidos pelos efeitos do TOC.
O TOC já foi transportado à ficção, com boa audiência. Na tevê a cabo, a série ''Monk'' traz um detetive repleto de fobias e hábitos pra lá de esquisitos. No cinema, Jack Nicholson faturou o Oscar de melhor ator ao interpretar um escritor que sofria do TOC em ''Melhor É Impossível''.
Importante frisar: os tratamentos variam de acordo com a gravidade do problema. Medicamentos, técnicas psicoterápicas cognitivas (comportamentais) ou, em casos mais graves - mas raramente -, o portador do TOC é submetido a uma cirurgia para regularização neural.
Fica a ressalva: atenção e prevenção são essenciais. Muitas vezes quem apresenta os sintomas de TOC os encobre. Para delinear esse perfil e procurar ajuda, é preciso abandonar os preconceitos em relação ao assunto. Estabelecida a relação de confiança, hora e vez de ajudar. ''O transtorno obsessivo compulsivo não tem idade'', complementa Alfredo Sallum.(T.N.)





