Ambientalistas e membros do altos escalão da Prefeitura de Londrina ficaram lado a lado ontem no Bosque Marechal Cândido Rondon, centro, e apararam as arestas do passado. O ato simbólico selou o entendimento entre as partes sobre um ponto: não haverá abertura da Rua Piauí.
O prefeito Gerson Araújo assinou o termo de referência com protocolo de intenções elaborado pelos membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) e da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). Um plano de manejo vai nortear as obras de revitalização do Bosque Central.
''O plano consiste desde a remoção de árvores exóticas ou em condições fitosanitárias precárias e plantio de espécies para regeneração da mata. Além disso prevê a retirada ou não das trilhas e melhorias na área de lazer'', exemplificou o secretário Gilmar Domingues.
Parte do projeto elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento (Ippul) pode ser mantida. ''O projeto traz coisas urbanísticas interessantes, como a área de lazer e chafariz'', definiu. O emprego de equipamentos públicos será debatido com a comunidade por meio de audiências públicas.
''É favorável a nossa luta e a gente espera que finalmente o município assuma seu papel com relação a esse espaço público'', salientou o integrante do movimento Ocupa Londrina, Guto Rocha.
O Consemma havia deliberado na última reunião a realização do estudo, financiado com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA). Há mais de R$ 700 mil para serem utilizados em projetos ambientais (leia mais nesta página).
Uma empresa deve ser contratada até o final do ano para realização do plano de manejo. Orçamentos estão sendo levantados para auxiliar os conselheiros na contratação da empresa. ''O processo realizado pelo Consemma torna mais celere toda a tramitação, podendo ser feita até por dispensa de licitação'', explicou.
O plano de manejo pode servir de parâmetro para a extinção da ação movida pela ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE), que impediu a prefeitura de continuar a obra de abertura da rua Piauí. ''O plano de manejo é um trabalho completo para gestão e recuperação do Bosque. Se houver acordo, poderemos retirar a ação porque não haveria sentido para os recursos tramitarem'', afirmou o advogado da ONG MAE, Camillo Kemmer Vianna. ''Creio que estamos chegando num acordo, é uma maravilha. Democraticamente é a melhor coisa (a ser feita)'', contentou-se Araújo.

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