Simulação testa capacidade de atendimento
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Quem passou pela rodovia PR-445, no início da tarde de ontem, se deparou com um grave acidente entre dois ônibus na pista. Havia vítimas espalhadas por todos os lados, um dos veículos estava tombado e algumas pessoas estavam presas nas ferragens. Mas tudo não passava de uma simulação para marcar a Semana Nacional de Prevenção de Desastres. O objetivo era treinar as equipes de resgate e a rede de atendimento do município.
A iniciativa e organização foram do Corpo de Bombeiros. Também participaram Polícia Militar, Guarda Municipal, Siate, Defesa Civil, Polícia Rodoviária Estadual, hospitais e outras instituições. De acordo com o capitão Wilson Oliveira Paulino, dos bombeiros, a simulação contou com 60 vítimas e 60 profissionais que auxiliaram no resgate. ''Temos olheiros avaliando o atendimento. A ideia é identificar os pontos positivos e negativos do trabalho'', explicou.
Entre os ''feridos'' estavam estudantes de enfermagem de várias instituições de ensino superior de Londrina. Geraldo Sérgio Flório, de 25 anos, foi um deles. ''Topei participar porque quero ganhar experiência e aprender como é feito este tipo de resgate'', afirmou. Para que os socorristas pudessem saber o estado de saúde de cada vítima, os participantes traziam um papel com algumas informações vitais.
A simulação chamou atenção de motoristas. Alguns paravam assustados com a dimensão do suposto acidente. ''Quando vi o ônibus de longe fiquei com medo. Achei que tinha muita gente morta. É interessante esse tipo de coisa, resolvi ficar para acompanhar o resgate. Pode ser que eu aprenda alguma coisa com isso'', disse a dona de casa Rejane Pereira da Silva.
A primeira viatura chegou ao local seis minutos após a comunicação da ''ocorrência''. Começou então o isolamento da área e a lavagem da pista na área onde poderia haver combustível ou início de incêndio. Nos próximos 14 minutos chegaram três ambulâncias do Siate, uma do Samu e outras duas de empresas particulares.
Os pacientes já estavam sendo atendidos pelas equipes de resgate que estavam no local quando aos 18 minutos chegou mais um caminhão-tanque dos bombeiros. O Instituto Médico Legal (IML) chegou após 1 hora e 10 minutos para recolher os quatro corpos. A última vítima foi colocada na ambulância 1 hora e 27 minutos após o início da simulação.
O comandante operacional da simulação foi o tenente Olesh Kindra, do Corpo de Bombeiros, que fez uma boa avaliação da atividade. Ele destacou alguns pontos que chamaram atenção. ''Faltou mais alguém da área médica para triagem dos pacientes e também tivemos dificuldades com macas. Teve hora que faltou maca para transportar os feridos'', disse.


