A simulação da nova folha de pagamento das instituições estaduais de ensino superior extrapolou em R$ 3,575 milhões o limite de R$ 35 milhões do remanejamento proposto pelo governo do Paraná e que encerrou a greve dos servidores há uma semana.
A nova tabela de vencimentos foi preparada por integrantes dos sindicatos que representam professores e servidores das seis universidades estaduais. Ontem à noite, os representantes sindicais trabalhavam junto com os técnicos da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em Curitiba, para fazer os cortes necessários e ajustar as contas ao teto máximo de R$ 35 milhões. ‘‘A demora já era prevista’’, frisou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Ana Estela Codato Silva.
O secretário Ramiro Wahrhaftig antecipou que ‘‘não tem dinheiro a mais’’ para as universidades. A nova folha de pagamento deve ser rodada hoje, já com os ajustes necessários.
De acordo com a tabela repassada pela Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel), o teto da UEL, conforme a tabela aprovada em assembléia (ver quadro), seria de pouco mais de R$ 12,82 milhões. Mas na tabela enviada pela reitoria, o valor subiu para R$ 14,24 milhões, resultando numa diferença de R$ 1,194 milhão. Na UEM, a situação se repete. O valor de R$ 10,269 milhões previsto inicialmente foi aumentado para R$ 11,426 milhões, um acréscimo de R$ 1,157 milhão. Como fica demonstrado no quadro, as outras universidades também estouraram o limite pre-estabelecido no acordo fechado com o governo.
Na UEL, a diferença já causou mais um confronto entre os servidores e o reitor Pedro Gordan. O presidente da Assuel, Itamar Rodrigues Nascimento, ameaça que não vai permitir os aumentos para os plantonistas como pretende Gordan. Se isso ocorrer, os servidores técnico-administrativos podem retomar a greve. ‘‘Não queremos que se mude a tabela aprovada em assembléia. Se ele (Gordan) conseguir aumentar (os salários dos plantonistas) sem mexer na tabela, aí é problema dele’’.
Já o reitor aponta que estes servidores estão amparados por lei estadual e terão que ter seus salários reajustados. Para ele, as diferenças aconteceram ‘‘porque as universidades não foram chamadas e tiveram que discutir (a tabela) marginalmente’’. O impasse poderá ser resolvido na reunião de hoje de manhã do Conselho de Administração da UEL.
Mesmo estourando a sua participação do remanejamento de verba, a Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), em Guarapuava, adiantou ontem que manteve o mesmo cálculo enviado na primeira simulação da semana passada. ‘‘Mantivemos a mesma proposta porque não temos gordura para cortar’’, relatou Leomar Vornes, da área de Orçamento da instituição.




Universidade - R$ 35 milhões - Impacto - Diferença
UEL - - R$ 12.829.801,16 R$ 14.024.079,00 R$ 1.194.277,00
UEPG R$ 4.574.288,09 R$ 4.771.648,00 R$ 197.359,91
UEM R$ 10.269.072,37 R$ 11.426.077,00 R$ 1.157.005,00
Unicentro R$ 1.463.453,45 R$ 1.708.190,00 R$ 244.737,00
Unioeste R$ 3.833.708,17 R$ 4.615.535,00 R$ 781.827,00
Unespar sem diferença
Fonte:Assuel

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