Simulação de resgate movimenta aeroporto
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de abril de 2009
André Amorim<br>Equipe da Folha 
São José dos Pinhais - Oitenta funcionários dos mais variados setores que atuam dentro do Aeroporto Afonso Pena participaram ontem de um exercício que simulou o salvamento em um acidente aéreo. Eles fazem parte do Corpo de Voluntários de Emergência (CVE), equipe que presta o primeiro atendimento às vítimas de uma situação de desastre até a chegada da equipe médica. O Exercício de Emergência Aeronáutica Completo é uma exigência da Organização da Aviação Civil Internacional e deve ser feito anualmente.
Na opinião do coordenador de segurança da Infraero, Márcio Augusto Villatore, o desempenho do CVE este ano foi satisfatório. Eles demoraram uma hora e dez minutos para encontrar 40 vítimas, transportá-las até um local adequado (de acordo com a gravidade de cada situação) e realizar um diagnóstico prévio de cada uma, para então passarem o atendimento para os socorristas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). A atuação desses últimos também foi avaliada pela Secretaria de Saúde de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), onde está localizado o aeroporto. O exercício contou com dez ambulâncias, quatro carros de bombeiros e até um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal.
Para tornar a situação mais real foi ateado fogo a uma mistura de combustível e água, de forma a testar também o desempenho da brigada de bombeiros do aeroporto. As vítimas são todas interpretadas por estudantes de Enfermagem, que depois fazem uma avaliação do atendimento que receberam dos voluntários. Cada vítima foi caracterizada de forma a mostrar marcas de ferimentos e recebeu um crachá com os sintomas apresentados (corpo dormente, sangramento, etc.) e outros sinais que podem indicar qual o procedimento de emergência adequado.
Para conferir mais veracidade ao exercício, um suposto parente desesperado de uma vítima corria de um lado para o outro em busca de informações e precisava ser acalmado.


