Simulação de acidente aéreo movimenta a PM e socorristas
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sexta-feira, 22 de agosto de 1997
Lúcio Horta Londrina 
Marcos BorgesVapt-vuptBombeiros socorrem vítima após incêndio: resultado da operação foi considerado excelente pela InfraeroMuito fogo, correria, sirenes ligadas e macas passando de um lado para o outro. Assim foi marcada a simulação de acidente aéreo realizada ontem à tarde no Aeroporto de Londrina. O exercício, que acontece pelo menos uma vez por ano, faz parte de um curso preventivo e serve para que funcionários da Infraero, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e profissionais de saúde saibam como agir em situações de emergência. No total, mais de 100 pessoas participaram da operação.
Para simular o incêndio em avião, o Corpo de Bombeiros improvisou centenas de pneus velhos e utilizou 1,1 mil litros de combustível. Os bombeiros fizeram um corredor no meio do fogo para resgatar as vítimas, representadas por integrantes do Tiro de Guerra. A maioria dos acidentados estava fantasiada, como se realmente apresentasse cortes, fraturas e queimaduras em várias partes do corpo.
À medida que as vítimas eram resgatadas pelos bombeiros, elas iam sendo levadas para uma área próxima ao local do incêndio, onde passavam por triagem e recebiam os primeiros socorros. Equipes do Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (Siate), Polícia Militar (responsável pelo isolamento da área), Unimed e ambulâncias do Transporte Emergencial Centralizado (TEC) e dos hospitais da Cidade foram acionadas das próprias bases para que o tempo de chegada fosse calculado.
Logo em seguida ao início do acidente, chegaram ao local as duas viaturas do Corpo de Bombeiros que ficam de plantão 24 horas por dia no próprio Aeroporto. Quatro minutos depois, apontou na pista uma viatura do Corpo Voluntário de Emergência (CVE); em 5 minutos e 17 segundos era a vez de uma ambulância do Hospital Universitário; o Siate chegou em 6 minutos e 40 segundos; a Polícia Militar em 7 minutos e 35 segundos; a equipe do Corpo de Bombeiros chegou em 7 minutos e 30 segundos; já o TEC demorou apenas oito minutos para alcançar o local do acidente, seguida pela Unimed, com 18 minutos e 20 segundos.
As 37 vítimas do falso acidente aéreo foram retiradas do fogo, para receber atendimento médico, em 33 minutos e 10 segundos - a primeira em 8 minutos e 10 segundos. O resultado foi considerado excelente pelo gerente de operações, segurança e manutenção da Infraero, Marcelo Rodrigues Silva. Mantivemos a média dos anos anteriores.


