Simpósio discute Hipertensão Pulmonar
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sexta-feira, 02 de julho de 2010
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Difícil de ser diagnosticada, por apresentar sintomas semelhantes aos de outras efermidades, a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença grave, devastadora e difícil de ser tratada quando descoberta tardiamente. Para divulgar a patologia entre médicos de várias especialidades, realiza-se hoje em Londrina o ''I Simpósio Londrinense Multidisciplinar de Hipertensão Pulmonar.''
O evento, além de esclarecer sobre as características da doença, levantará a discussão sobre a necessidade de criar um centro de referência para tratamento no município. A palestrante será a cardiologista Cyanna Ravetti, do ambulatório de Cardiologia Pediátrica do Hospital Municipal Mario Gatti, de Campinas (SP).
Atualmente, o Paraná conta com apenas dois Centros de Referência (CR), que funcionam no ambulatório de pneumologia do Hospital da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e no ambulatório de cardiopediatria do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. ''Temos a intenção de orientar especialistas também de fora da região metropolitana para que os pacientes tenham mais médicos especializados no atendimento da HAP'', afirmou Cyanna.
O pneumologista Guilherme Fazolo, coordenador científico da Associação Paranaense dos Pacientes com Hipertensão Pulmonar - sediada em Londrina - e médico responsável por portadores da doença no Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), explicou que hoje, no município, há alguns médicos habilitados para o tratamento no sistema particular, além do atendimento que ele presta no Cismepar.
''O problema é que o tratamento é caro, por isso, os pacientes são encaminhados ao SUS para conseguirem os medicamentos.'' De acordo com o protocolo do serviço público, para obter o tratamento gratuito as pessoas devem ser avaliadas por um Conselho Técnico, em Curitiba, que libera ou não os remédios. ''Estamos pleiteando a instalação de um Conselho Técnico em Londrina para agilizar os processos'', informou, lembrando que a Hipertensão Pulmonar pode ser rapidamente fatal quando não é corretamente tratada.
Outra reivindicação, conforme o pneumologista, é a inclusão do medicamento Bosentana no protocolo. ''O produto custa em torno de R$ 14 mil por mês e só está sendo liberado através de ações juidiciais. Como o processo é lento, muitos pacientes conseguem o acesso ao remédio quando já não adianta mais'', lamentou.
O SUS fornece o medicamento Sildenasila, que custa em torno de R$ 3,5 mil. O Bosentana seria mais específico para o tratamento. Segundo ele, atualmente há mais de vinte pessoas em tratamento em Londrina. ''Mas a grande maioria, infelizmente, não é diagnosticada a tempo.''
Serviço: - O I Simpósio Londrinense Multidisciplinar de Hipertensão Pulmonar realiza-se hoje, a partir das 9 horas, no Hotel Comfort Suites (Rua Edwy Taques de Araújo , 250, Gleba Palhano).


