No bairro Aeroporto (Zona Leste de Londrina), o presidente da associação de moradores, Guilherme Mazirone, explica que o projeto Vizinho Solidário proporcionou mais um benefício, além do aumento da segurança: a aproximação entre os moradores. ''Apesar de iniciado há apenas um mês, já estamos sentindo que os moradores estão mais próximos. Cada um está preocupado com a segurança do outro'', afirma. ''A correria do dia a dia faz com que as pessoas se distanciem. Com o projeto, todos se sentem mais a vontade para avisar um vizinho quando vai viajar e pedir para que ele olhe sua casa, enquanto o outro estiver fora.''
Mazirone explica que a ideia de implantar o projeto surgiu, porque os moradores não estavam mais tendo sossego no bairro. ''Aqui estava um caos. Praticamente, a maioria das casas do bairro já foi assaltada. Estamos com iluminação deficiente, terrenos baldios que se transformaram em mocó e um minuto de distração já é o suficiente para ocorrer algo. Esse projeto nos pareceu ser simples, prático e funcional'', destaca.
O presidente de bairro alerta, porém, que a ação de ser utilizada de forma cuidadosa. ''Nós sempre aconselhamos que o apitaço deve ser realizado de forma preventiva. É claro que se o bandido está dentro da casa do vizinho apontando a arma para cabeça dele, o outro não deve reagir. Ele pode ajudar ligando para a polícia'', explica.
O casal de aposentado Arioly Bordin e Regina Morselli, moradores do bairro há 37 anos, opinam que mesmo com muros alto, cerca elétrica e portão trancado o dia todo, eles também se sentiam muito inseguros em deixar a casa sozinha, quando viajavam para a casa das filhas em Curitiba. ''Agora, ficamos bem mais tranquilos quando vamos viajar e deixamos a casa sozinha'', finalizou.(F.C.)

mockup