O frio retornou, ontem, com força em todo o Estado. Geou em Curitiba e região metropolitana. O Serviço de Meteorologia do Paraná (Simepar) registrou temperatura mínima de 0,8ºC entre seis e sete horas da manhã na Capital. A geada foi considerada a segunda pior do ano, em função do alto índice de umidade que predominava na região. Com isso a formação de camadas de gelo nas áreas mais baixas foi instantânea.
A primeira geada forte do ano foi registrada em 17 de julho, que provocou danos irreparáveis na agricultura do Estado. A partir de hoje, a massa de ar frio se desloca e a temperatura mínima deve se manter mais elevada. Mas segundo o Simepar, o pior ainda está por vir. O meteorologista Cesar Duquia avisa que entre o meio da semana e o próximo final de semana deverá entrar uma nova massa de ar frio com mais intensidade, que vai derrubar as temperaturas, provocando novas geadas.
Ontem, o frio foi mais intenso na Região Metropolitana de Curitiba e Sul do Estado, devido à passagem de uma massa de ar frio proveniente do Uruguai e Rio Grande do Sul. O sol que apareceu ao amanhecer não impediu as pessoas de sairem às ruas e frequentar os parques. Mas o cenário revelava que mesmo no meio da manhã, as temperaturas ainda permaneciam baixas. A solução era recorrer aos capotes, meias de lã, luvas e gorros para se aquecer.
A massa de ar frio não atingiu com intensidade as regiões Norte e Oeste, onde não foram registradas geadas. Mas as temperaturas também foram mais baixas. Em Londrina, a mínima registrada foi de 6ºC, em Maringá, 7,2ºC, em Cascavel, 8,1ºC, em Foz do Iguaçu, 12,1ºC, em Ponta Grossa, 2,5ºC e em Palmas, 3,0ºC.
Com as geadas de ontem na Região Metropolitana de Curitiba, a produção de produtos hortigranjeiros foi novamente prejudicada. Muitos produtores já haviam suspendido novos replantios de mudas para evitar o agravamento das perdas. Quem arriscou o replantio deverá arcar com mais prejuízos.
Os funcionários do serviço de Resgate Social, mantido pela Prefeitura de Curitiba, tiveram muito trabalho na noite passada. Foram atendidos 45 homens e nove mulheres que passaram a noite no albergue municipal. Esse número representa um volume três vezes superior à média de atendimento do Centro de Triagem.
O frio intenso da madrugada pode ter sido a causa da morte de Joarez Assunção, que aparenta 42 anos. O corpo foi encontrado numa valeta com aproximadamente 30 centímetros de água. Segundo o Corpo de Bombeiros que fez o resgate, o volume de água era insuficiente para provocar afogamento.

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