Simepar prevê mais chuvas
O Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) prevê a continuidade de chuvas na Região Metropolitana de Curitiba para os próximos dias. De acordo com a instituição, o clima não ficara estável por dois fatores: a combinação do fenômeno La Ni¤a e as oscilações climáticas da atual estação de ano.
Segundo o pesquisador na área de recursos hídricos e de clima do Simepar, Alexandre Goetter, as enchentes sempre caracterizaram os meses de fevereiro e março. O diferencial deste ano tem sido o fenômeno La Ni¤a, que desta vez se mostrou mais úmido. Em 88, o verão foi super seco, disse. Porém, em 96, a situação foi bem parecida com a atual, com muitas enchentes, complementou.
Por causa dessas oscilações, o pesquisador admite ser díficil estabelecer antecipadamente um parâmetro do comportamento do clima, como forma de evitar enchentes. Goetter afirma que, além do La Ni¤a e do perído do ano, contribuem para as chuvas: o aquecimento brusco da temperatura e a proximidade da Serra do Mar e o Oceano Atlântico, que trazem os ventos de chuva.
Leandro TaquesNão posso perder a voz, diz Ronald MagalhãesO pesquisador acrescentou que as atuais enchentes foram causadas também por causa de outro componente. Houve uma mudança do local das precipitações, explicou. Normalmente, sempre chove em áreas menos povoadas do Estado, por isso, os efeitos parecem menores, disse.
Goetter não é animador em relação as precipitações futuras. Ele afirma que as chuvas devem ser mais fortes nos próximos anos. Hoje em dia, a intensidade das chuvas tem sido muito maior que as de 50 anos atrás, acrescentou. Em função disso, ele considera que as enchentes têm sido mais comuns. Para o pesquisador, a prefeitura ainda está se valendo de estruturas de drenagens inadequadas. O que precisaria era haver uma revisão do sistema de drenagem para adequá-los as novas chuvas. Somente assim, os efeitos das enchentes seriam menores, disse.
Quanto aos moradores da cidade, a alternativa proposta pelo pesquisador é a prevenção. Por isso, não vale a pena que esquecer o guarda-chuva em casa. É agarrado a um deles que o balconista Marco Antônio da Silva, garante estar protegido. Já fui pego de surpresa várias vezes, lamentou. Eu tenho saído com ele diariamente, garantiu o cantor Ronald Magalhães. Não posso me arriscar a perder a voz por causa de uma chuvinha, conclui.





