Símbolos do PR correm risco de desaparecer
Os dois maiores símbolos do Paraná correm risco de sumir do mapa. A Araucária angustifólia e a harpia, águia que enfeita o escudo do Estado, estão ameaçadas de extinção. Um monitoramento por satélite feito pela Organização Não-Governamental Mata Atlântica, em 1995, constatou que restavam apenas 5% dos 73 mil quilômetros quadrados da floresta original de araucária no Paraná. A devastação das matas também está causando a diminuição de espécies de animais, como alguns tipos de aves e onças.
Em 1930, o Paraná tinha perdido 34 mil quilômetros quadrados da floresta de araucária. Na década de 50, este número saltou para 48,5 mil quilômetros quadrados de devastação. ‘‘Hoje restam menos de 3% de florestas nativas no Estado’’, afirma o ambientalista Clóvis Borges, da Sociedade de Proteção da Vida Selvagem (SPVS). A devastação é uma das principais causas de extinção de espécies, como é o caso do Papagaio da Cara Roxa, uma espécie que só existe entre o litoral Sul de São Paulo e o Norte de Santa Catarina, sendo que 3 mil das 4,5 mil espécies catalogadas vivem em Guaraqueçaba.
A onça brasileira e a águia harpia são outras duas espécies em extinção no Estado. A harpia pode até já ter sido extinta, pois o último registro do aparecimento da ave no Paraná, segundo a SPVS, foi feito em 1985.
A paca, cotia, cateto e os pássaros bicudinho e macuquinho, também são algumas das espécies presentes no Estado que, pela denúncia das entidades ambientalistas, correm risco de extinção.
A Secretaria do Meio Ambiente diz que está desenvolvendo vários programas de reflorestamento em todo o Estado. Neste ano estão sendo plantadas 128 milhões de mudas, sendo 15 milhões de plantas nativas. Na Mata Atlântica, o governo do Estado e o governo da Alemanha estão fazendo um projeto em convênio, para fazer um mapeamento da situação da mata, aumentar a fiscalização e a orientação para os moradores. Em cinco anos serão gastos US$ 20 milhões, financiados pelo banco alemão KSW.(D.N.)

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