Símbolo da cidade precisa de reformas
Símbolo da cidade precisa de reformas
Um projeto, que pode captar recursos da Lei Roaunet, pretende construir um centro cultural no prédio histórico
Vivian de Albuquerque
Eleito como símbolo da cidade, pela campanha Eleja Curitiba, o prédio da Universidade Federal do Paraná, não passa de um símbolo de fachada. O trocadilho, refere-se às próprias condições do prédio. Enquanto a frente ou fachada ostenta beleza e harmonia, mesmo após tantas reformas e ampliações, o interior apresenta uma série de problemas.
Com o resultado oficial divulgado na segunda-feira à noite, veio junto a confirmação de que a campanha, ao adotar o símbolo escolhido, não previa o repasse de recursos financeiros destinados a reformas e restaurações. Todas as campanhas do Eleja foram feitas com o único objetivo de possibilitar às populações das cidades que refletissem sobre seus ícones, explica Alfredo Luiz dos Santos, gerente de marketing do Itaú. É como se fosse uma grande pesquisa. O caso de Curitiba é o mesmo de todas as outras cidades onde realizamos a campanha. Jamais poderíamos, por exemplo, adotar financeiramente o Corcovado, no Rio de Janeiro, ou a Serra do Curral, em Belo Horizonte.
Diretor da Faculdade de Direito, um dos primeiros cursos instalados no prédio, Alcidez Munhoz da Rocha, garante que o símbolo só tem mesmo a fachada.Ele foi restaurado externamente, mas internamente ainda carece de muitos outros cuidados, comenta. Às vezes, quando precisamos trocar um vidro ou arrumar uma fechadura, chegamos a fazer uma coleta entre os professores do curso.
SOLUÇÃO - Um alternativa para a situação capaz beneficiar pelo menos a área de cultura e extensão, pode estar na Lei Rouanet. Há cerca de oito anos, foi elaborado pela Prefeitura da UFPR, em conjunto com um grupo de arquitetos, um projeto prevendo a revitalização de todo o antigo prédio. O estudo previa a readaptação de uma das áreas internas da UFPR, criando um espaço cultural com cinema, sala de exposições, anfi-teatro, além de várias salas destinadas à orquestra, dança e teatro. O custo desta etapa da obra está orçado em R$ 2,5 milhões.
Segundo a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, a adequação do projeto às exigências da Lei Rouanet ainda deve levar cerca de quinze dias. Mas se for realmente aprovado, pode trazer um novo ânimo para a continuidade da revitalização do prédio.
Atualmente, funcionam na sede histórica, além do curso de Direito, os cursos de Comunicação Social, Turismo e Psicologia, que deverão ser transferidos para outros locais pois há grande carência de espaço. No início deste ano o curso de Odontologia deixou a sede da Praça Santos Andrade. As áreas liberadas estão sendo reformadas, embora em um processo lento porque faltam recursos.
Mesmo assim, o prédio ainda apresenta outros problemas graves. Entre eles, condições inapropriadas de segurança no caso de incêndios. Na semana passada, o Corpo de Bombeiros constatou a insuficiência de extintores de incêndio. Já está programada para o próximo dia 22, uma simulação envolvendo professores e alunos.





