Num Ômega, quatro assaltantes e o assessor jurídico do Tribunal de Justiça do Paraná, Gabriel Lemos Eurides Campos, que havia sido sequestrado. Atrás dele, um motoqueiro gritando assalto. No caminho deles, a viatura 3093, pilotada pelo soldado Vinícius José da Silva, 30 anos, que trabalhava no tótem da Rua Mateus Leme esquina com a Rodovia dos Minérios. Mesmo sem ter recebido chamado do Copom, Silva segue o motoqueiro, que pára e conta o sequestro. ‘‘Se não fosse ele, não tínhamos pego os caras’’, afirma Silva.
O soldado começa uma perseguição e indica o local onde estão os assaltantes. Num cerco da Rone, o Ômega e a viatura passam sob fogo cerrado. Tiros para todos os lados. Dois pneus do Ômega são furados. Mesmo assim os sequestradores continuam a fuga. Silva, a perseguição. Ao fazer uma curva, o policial dá de cara com o carro dos fugitivos no meio da pista. O motorista tinha perdido o controle.
Para não bater no Ômega, Silva colide de cheio em um poste. Com cortes na cabeça, tenta sacar a arma, mas sente uma mão no ombro. ‘‘Aí senti medo, pensei que ia morrer’’, lembra. Eram colegas de trabalho: Mário Fernando Xavier, 35 anos, Sílvio Cesar Cavenaghi, 27 anos, e Diógenes Leucádio Rodrigues, 34 anos. Na troca de tiros, dois bandidos são mortos, dois presos. Campos sai ileso. Silva viveu dias de herói.

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