Silicose atinge 30 mil trabalhadores no Brasil
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terça-feira, 07 de novembro de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
No Brasil existem 6 milhões de trabalhadores expostos à sílica livre cristalizada. O pó de sílica, liberado de algumas rochas, é responsável pela silicose. Sem cura e irreversível, a silicose é uma das doenças ocupacionais mais comuns em países em desenvolvimento. Estimativas oficiais dão conta da existência de cerca de 30 mil pacientes com silicose no Brasil. Mas o número de infectados pode ser maior em função da subnotificação.
A prevalência da doença se dá em cavadores de poços do Nordeste, responsável por 27% dos casos conhecidos. Outras atividades como construção civil, indústria de cerâmica, mineração e garimpo são potencialmente perigosas para o trabalhador. A silicose abre caminho para a ocorrência de doenças pulmonares, que deixam o paciente inválido e levam à morte. O tempo de exposição à poeira de sílica necessário para o início do desenvolvimento de doenças como pneumonia e câncer é variado.
Para alertar sobre os riscos da silicose, começou ontem e segue até sexta-feira em Curitiba o Seminário Internacional sobre Exposição à Sílica Prevenção e Controle. Trata-se de uma doença sem cura e progressiva, mas pode ser evitada com medidas preventivas, explica a médica do trabalho Antonieta Quirilo Miléo Handar, do Centro Metropolitano de Apoio à Saúde do Trabalhador (Cemast), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.
Segundo Antonieta Handar, quando tomadas medidas preventivas em atividades com risco os índices de ocorrência de silicose chegam próximo de zero. Uma das atividades no Paraná que apresentava grande incidência da doença era o jateamento de areia. Desde 1997 a Secretaria de Estado da Saúde proibiu o jato de areia no Estado. Outra atividade de risco é a indústria de cerâmica. Como prevenção as empresas instalam umificadores nos locais de trabalho e exaustores.


