Ibiporã - Imagens de satélite e fotos feitas de avião, mapas e um banco de dados. É desta forma que o Sistema de Informação Geográfica (SIG) funciona, facilitando o desenvolvimento de projetos para uma cidade. Em Ibiporã (14 Km a leste de Londrina), o SIG já é uma realidade há um ano e meio e terá o sistema apresentado amanhã no Geo Sumitt Latin America - Congresso e Feira Internacional de Geoinformação, que acontece em São Paulo.
O projeto começou a ser elaborado na gestão tributária e já abrange o planejamento urbano, com leis de zoneamento, índice de ocupação de solo e o plano diretor. O setor de gestão ambiental também foi contemplado e localiza as matas ciliares, as áreas de preservação permanente (APP), identifica produtores rurais que cumprem com a cota da reserva legal, além do uso e a ocupação do solo.
A expectativa, segundo Agostinho de Rezende, diretor da DRZ (empresa responsável pelo programa), é que até o final do ano o mapa esteja pronto, incluindo também os setores de saúde e educação (em nível básico). Segundo ele, a principal dificuldade para o sistema é a informação. ''Hoje, o banco de dados das áreas de saúde e educação estão fragmentados. Vamos treinar os servidores na formação de um banco de dados com modelagem possível de espacialização.''
Para isso, serão feitas reuniões, cursos e palestras com os servidores. Os treinamentos começam ainda este mês. Ontem pela manhã, foi realizada a primeira reunião para definir o plano de trabalho com os servidores. ''Nossa expectativa é que até o final do ano, todos os órgãos da prefeitura estejam treinados para utilizar o sistema.''
Outro projeto da cidade que deve atender o Sistema de Informação Geográfica é o Plano de Saneamento. O projeto já está sendo elaborado e também vai agilizar o serviço na cidade. ''O SIG é um trabalho que tem uma ferramenta computacional. Todos terão acesso. Isso permite uma gestão transparente, otimiza os recursos e trazem velocidade no atendimento ao munícipe'', afirma Rezende.
Para o prefeito Beto Baccarin, a idéia é fazer um estudo aprofundado da realidade do município. ''Teremos informações científicas e sólidas para gerenciar os trabalhos. Faremos um melhor planejamento da cidade, que vai facilitar a administração. Resolveremos problemas, muitas vezes, apenas acessando o computador'', explica.
Durante a visita à Feira Internacional de Geoinformação, de São Paulo, o prefeito Baccarim pretende buscar novas ferramentas para o sistema, que poderão ser utilizadas para facilitar os projetos desenvolvidos na cidade. ''Desenvolveremos projetos do sistema viário, ambientais e em todos áreas da administração. Isso vai facilitar também a gestão de outros administradores''.

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