James Alberti
De Curitiba
O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) vai intensificar as investigações sobre as suspeitas de que Luiz Fabrício Fonseca Cavalcanti, 32 anos, seja responsável pelo desaparecimento da menina Letícia Moraes de Oliveira, 3 anos. Letícia era prima de Cavalcanti e desapareceu há cinco anos, num sítio no distrito de Oroitê, em Iporã, a 53 quilômetros a sudoeste de Umuarama.
O delegado do Sicride, Harry Herbert, disse ontem que estuda a possibilidade de pedir o desarquivamento formal do caso, que, segundo ele, nunca deixou de ser investigado. ‘‘Vamos dar novo direcionamento às investigações, tendo como alvo este moço’’, afirmou. A desconfiança em relação a Cavalcanti parte de seus próprios parentes, que criticam a atuação da polícia, como mostrou texto da Folha publicado ontem.
Os pais da menina, Odair, 28 anos, e Maria Isabel de Oliveira, 32, acreditam que o parente tem envolvimento no sumiço da filha e cobram mais empenho nas investigações. Na época do desaparecimento, Cavalcanti passava uma temporada no sítio. Com prisão decretada em Alagoas, seu Estado, por assassinato, ele ficou preso por quatro meses depois do desaparecimento. Foi ouvido pela polícia de Iporã, mas negou ligação com o sumiço da menina.
O superintendente do Sicride, Renato Ferreira, não acredita em Cavalcanti, para ele o principal suspeito no caso. O acusado, que não foi interrogado pelo Sicride, teve comportamento estranho logo após a menina ter sumido, saindo quatro vezes com o carro da família, enquanto a criança era procurada.

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