O Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) está iniciando uma campanha de orientação às futuras mães, hospitais e funcionários de casas de saúde do Paraná. Segundo o delegado Harry Herbert, a intenção é evitar o sequestro de crianças em berçários e intermediações para adoção ilícita dentro dos hospitais.
Vão ser impressas milhares de cartilhas para serem entregues aos hospitais com orientações de como agir em casos de doações de bebês. ‘‘Precisamos mostrar que ninguém pode entregar uma criança a outra pessoa sem antes ter encaminhado para a adoção num órgão competente’’, diz Herbert.
Casos como os que estão ocorrendo em Santa Catarina, de acordo com o delegado, podem acontecer em qualquer lugar do País. As mães são levadas a pensar sobre os gastos que terão com os bebês e resolvem doá-los ou vendê-los para garantir que os filhos vivam bem.
Falso sequestro - Ele lembra de um caso recente ocorrido no ano passado, em que uma mãe deu o filho para um casal e depois informou o Sicride de que o menino havia sido sequestrado no Hospital Evangélico. A criança e os pais adotivos foram localizados e a mãe foi processada por falso testemunho. Até hoje, as duas famílias disputam a guarda da criança na justiça. ‘‘Queremos evitar que isto continue acontecendo, as mães precisam ser orientadas’’, diz ele.
Um ante-projeto de lei elaborado pela juíza da 2ª Vara Criminal de Londrina, Lídia Margima, também deve voltar à discussão nos próximos dias. Segundo Hebert, o ante-projeto está arquivado no Ministério da Justiça, mas poderá a tramitar com a pressão popular.
O projeto tornaria obrigatória a retirada da impressão digital da criança ainda na maternidade, forçando que o registro de nascimento tivesse sempre a identidade da criança.

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