Da Redação
Os trabalhos de investigação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) estão servindo de modelo para autoridade policiais de países da América Latina e também da Europa. Desde que foi fundado em 1995, o órgão já recebeu visitas de profissionais de países, como Argentina, Chile, Estados Unidos e Canadá, além de ser referência para investigadores de outros estados brasileiros – Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia.
Desde o início de suas atividades, a unidade já conseguiu solucionar 400 dos 402 casos de sequestros de criança, registrados no Paraná. Além disso, os policiais vêm trabalhando preventivamente para evitar novos casos. Baseado nos boletins de ocorrências de desaparecidos, o Sicride criou um folder explicando os cuidados que os pais devem ter com suas crianças. O folheto vem sendo usado inclusive pela rede de televisão ABC, dos Estados Unidos.
Para alertar as crianças, foi criado um personagem que chamasse a atenção das crianças – João Esperto. Em uma cartilha – ‘‘ABC da Segurança do João Esperto’’ –, é ensinado o que o menor deve fazer quando encontra-se com estranhos. Essa cartilha vem sendo distribuída em creches, escolas e logradouros públicos.
O modelo de atuação do Sicride é recomendado pela Interpol – polícia internacional. Recentemente, uma comitiva de chefes de polícia da Argentina vieram pegar o estatuto do Sicride para adotar em suas províncias (estados). Visita semelhante foi feita por policiais chilenos, que querem adotar nacionalmente delegacias especializadas como o Sicride.
Atualmente, o modelo dessa delegacia especializada já foi copiado nos estados do Sul do País, além de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia.

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