Porecatu A investigação em torno do sequestro da menina Luana Oliveira Lopes, de oito anos, ganhou outro rumo esta semana com novos procedimentos adotados por uma equipe do Serviço de Investigação à Criança Desaparecida (Sicride), de Curitiba. Decorridos 20 dias do crime que chocou a pequena cidade de Florestópolis, o grupo agora tem percorrido com um rastreador de metais o matagal onde o sequestrador perdeu uma faca. Na ocasião, ele perseguia o irmão de Luana, Diego, 10. A informação foi passada por investigadores da Polícia Civil de Porecatu (85 km ao norte de Londrina), responsável pelo caso.
De acordo com os policiais, até agora não foi encontrada nenhuma pista. Duas únicas suspeitas ocorreram em Ibiporã e Bela Vista do Paraíso, ambas na região de Londrina, mas eram alarme falso.
Segundo o investigador Dalfredo Scaff Filho, da Delegacia de Porecatu, os trabalhos também estão voltados para o fato de um tio da menina, preso por tentativa de furto a um caminhão, ter sido solto dias depois do sequestro. ''Conversamos com os presos sobre supostas rixas contra esse rapaz. Estamos checando também nas cidades vizinhas se ele tinha dívidas com alguém, o que poderia gerar uma vingança contra a família dele.''
No domingo em que foram sequestrados, os irmãos filhos de trabalhadores rurais de uma fazenda em Florestópolis haviam ido buscar leite no vizinho. Nisso parou um caminhão-baú azul escuro, de pequeno porte e frente achatada, do qual saiu um rapaz aparentando 25 anos, magro e com cerca de 1,65m de altura oferecendo cobertores usados. Ao entrarem no baú, foram trancados e levados em direção a Rolândia (25 km a oeste de Londrina). Diego conseguiu fugir, mas foi alcançado pelo sequestrador, que, após tentar estrangulá-lo e feri-lo com golpes de madeira, abandonou-o e fugiu, levando a menina.
Informações podem ser repassadas pelo telefone (43) 623-1010.

mockup