Sicride identifica doméstica que intermediou adoção
O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) identificou ontem a doméstica do apartamento 31 do Palace Batel, do bairro Batel, em Curitiba. Ela é acusada de intermediar a venda dos filhos da dona de casa Marisa de Souza Taborda da Maia, 35 anos, de Campo Largo. Os bebês nasceram em novembro do ano passado. A empregada está desaparecida desde que a zeladora do prédio, Loreni dos Santos Oliveira, 35 anos, disse que ela tinha indicado o casal que levou a criança. Ao contrário do que afirmou Loreni, porém, o nome da empregada não é Sirlei. A polícia mantém o verdadeiro nome em sigilo.
O caso de Campo Largo é um dos cinco investigados pelo Sicride nas últimas duas semanas. Três deles ainda não foram resolvidos. Duas crianças já foram encontradas, conforme publicou a Folha ontem. Para o juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, Fabian Schweitzer, casos assim acontecem por falta de informação e de paciência. Ele acredita que o processo de adoção legal é rápido e seguro. Segundo o juiz, as adoções ilegais são motivadas pela crise econômica e pelo desespero das mães.(J.A.)

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