Siate pede pista livre para socorro
Um acidente na BR-369, perto de Cascavel, na manhã de ontem, enfatizou a situação que vem sendo enfrentada pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (Siate). As equipes de socorristas têm encontrado dificuldades para deslocamento rápido a locais de acidentes por causa do trânsito urbano e nas próprias rodovias. Muitos motoristas não deixam a pista inteiramente livre para as ambulâncias e os caminhões do Corpo de Bombeiros, deslocados para prevenção e combate ao fogo ou retirada de pessoas do meio de ferragens.
Segundo o capitão Carlos Alberto Mascarenhas, do Corpo de Bombeiros, onde está baseado o Siate de Cascavel, qualquer minuto perdido nos deslocamentos pode significar uma vida perdida. Estatísticas indicam que metade dos óbitos em acidentes ocorre instantaneamente e a outra metade no período até uma hora após. Por isso, a rapidez no atendimento é vital, até que os acidentados sejam levados para o atendimento definitivo, inclusive cirúrgico. Os socorristas acham que ainda falta conscientização dos motoristas para a necessidade de abrir passagem para os carros do Siate.
Isso pode ser explicado pelo fato do Siate ter sido implantado recentemente, no final de junho. Ontem, o deslocamento de uma ambulância foi atrasado cerca de 10 minutos, entre a zona urbana e a BR-369, onde ocorreu um choque frontal entre dois carros, com quatro feridos. Na estrada, houve congestionamento, e os carros foram se engavetando, o que dificultou a passagem da equipe do Siate. Segundo o capitão Mascarenhas, daqui para a frente, sempre que esta passagem não for facilitada, a placa do carro será informada à Polícia Rodoviária para a devida autuação.
No acidente envolveram-se um Corsa, placa AGS-6726 (Capitão Leônidas Marques), dirigido por José dos Passos, 42 anos, e um Gol, placa AGM-8957 (Três Barras do Paraná), dirigido por Júlio Miguel, 36 anos, e seus acompanhantes Ivonei dos Santos, 31, e Alvino dos Santos, 48 anos.
Segundo o sargento Delacir Ventura, do Corpo de Bombeiros, apesar da dificuldade no deslocamento, o Siate, apoiado por outras equipes da guarnição e da empresa que detém a concessão da rodovia, os feridos foram removidos para hospitais, sem risco de vida. Até ontem, o Siate havia feito 80 atendimentos, sem nenhuma morte.Edson MazzettoEquipe do Corpo de Bomberios atende a um acidente ocorrido na BR-369, perto de CascavelPaulo Pegoraro





