Siate diz que chegou ao local em 9 minutos
Josoé de CarvalhoCaminhão tombou no domingo à noiteO Siate afirma que não demorou para prestar atendimento ao acidente da Via Expressa, no domingo à noite. Da primeira chamada acionando o socorro (18h19), até a chegada da UTI móvel no local do acidente (18h28), os socorristas levaram 9 minutos. O atendimento foi feito o mais rápido possível. A chuva e o trânsito atrapalharam e obrigaram a UTI a ir mais devagar que o normal. Mesmo assim o atendimento foi rápido, afirmou o tenente do Corpo Bombeiros, Wilson Paulino.
O tenente diz que a revolta das testemunhas que acusaram o Siate de uma demora de mais de 20 minutos é compreensível. A cena era de tragédia. Tinha gente morrendo e, nestas circunstâncias, para quem está no local do acidente sem poder fazer nada, um minuto é uma eternidade. É o que chamam de tempo psicológico, esclareceu. Às 19h33, a UTI móvel do Siate saiu do local, levando Aparecida Araújo para o hospital Evangélico.
Durante o trajeto entre a Via Expressa e o hospital, a dona de casa sofreu várias paradas cardíacas em consequência dos ferimentos, demandando manobras para ressuscitá-la. Às 19h39 a equipe do Siate entregou Aparecida Araújo aos cuidados do HE ainda com vida. Encaminhada direto para a sala de emergências a dona de casa não resistiu aos ferimentos e morreu às 20h14.
O Siate demora, em média, 5 minutos e 30 segundos para chegar ao local do acidente. Em 92% dos casos em que é acionado, o Siate chega ao local em menos de 6 minutos. Desde a sua criação em julho de 96, já atendeu 10.123 ocorrências, representando uma média de 12,67 ocorrências por dia. Somos preparados para atender qualquer acidente, em qualquer lugar da cidade, em menos de 10 minutos. Mas, às vezes, na tentativa de ajudar o Siate a população acaba atrapalhando o atendimento, diz o tenente.
O tenente Paulino cita como exemplo o acidente de domingo na Via Expressa. Ele conta que os telefonemas com informações desencontradas prejudicaram a agilidade do atendimento. As linhas do 193 ficaram congestionadas. Cada pessoa ligava dizendo uma coisa diferente sobre o número e estado das vítimas, explicou. Ele esclarece que antes de sair para o atendimento a equipe precisa saber quantas vítimas e seu estado geral - se estão conscientes, presas nas ferragens, etc.
Cada tipo de acidente, diz, exige um número e tipo de viatura diferente (ambulância simples ou UTI móvel). A situação ficou ainda mais complicada porque, no mesmo horário aconteceu outro acidente grave, também com três vítimas. Usamos três minutos para fazer a triagem das informações. A comunidade pode ajudar sendo mais objetiva sobre os dados do acidente, pede. (C.B.)





