Siate de Londrina já
atendeu 19 mil pessoas
Mário CésarO médico Mauro Basso diz que principais traumas atingem a cabeçaEntre julho de 1996 e setembro deste ano, as equipes de socorristas do Siate de Londrina atenderam a 19.132 vítimas de acidentes, prestando os primeiros socorros e encaminhando os feridos para hospitais quando necessário. Entre os acidentes registrados, 81% foram de trânsito, 18% relativos a quedas – dentro de casa ou nas ruas –, 0,8% causado por agressões físicas, e 0,2% de tentativas de suicídios através de saltos de locais altos.
Esses dados foram apresentados na tarde de ontem pelo médico do Siate, Mauro Roberto Basso, na palestra de abertura da 4ª Jornada Interdisciplinar de Assistência ao Paciente com Traumatismo Raque-Medular, promovida por um grupo de estudos que reúne médicos, fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros da Universidade Estadual de Londrina (UEL), da Universidade Norte do Paraná (Unopar) e de clínicas particulares.
De acordo com o médico do Siate, os principais traumas causados pelos acidentes ocorrem na cabeça e nos membros inferiores e membros superiores. ‘‘Apenas 1,5% atingem a coluna vertebral e vértebras cervicais. Dentro do universo atendido, eles parecem pouco; mas são sérios e podem levar à morte ou à tetraplegia’’, comentou Basso.
Ele é cirurgião-pediatra e um dos dez médicos plantonistas do Siate na cidade, além de professor da UEL há seis anos. De acordo com Mauro Basso, os traumas são hoje a maior causa mundial de mortes entre pessoas com até 40 anos de idade. Entre os mais idosos, eles são a terceira causa de morte, atrás apenas das doenças cardiovasculares e do câncer.
Durante a palestra, para cerca de 200 estudantes, professores e profissionais da área médica, Mauro Basso detalhou os procedimentos tomados pelos socorristas do Siate.

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