Paulo Pegoraro
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) de Cascavel está apresentando desempenho avaliado como ‘‘exemplar’’ pelo Corpo de Bombeiros do Paraná, após 1 ano de sua implantação, no final de junho de 1998. Entre as pessoas socorridas no período (até o final de maio deste ano) as mortes são apenas 3,2% e o tempo médio dos deslocamentos das ambulâncias e equipes até os locais dos acidentes é de apenas 4 minutos e 30 segundos. Nas outras cinco cidades do Estado onde há Siate o tempo é superior a 5 minutos.
Segundo o tenente Moisés Capriglione, encarregado do Siate no 4º Grupamento de Bombeiros, no período avaliado foram registradas 2.021 ocorrências, com atendimento a 2.246 pessoas das quais 72 morreram. Capriglione relata que metade das mortes ocorre até 5 minutos após os acidentes, ‘‘por falta de socorro ou atendimento inadequado’’. Com o Siate, prossegue, as mortes são reduzidas para cerca de 10%. O cálculo sobre a demora nos deslocamentos considera número de ocorrências, distância e tempo gasto em cada uma delas.
O maior número de atendimentos (358) foi a pessoas que caíram de locais elevados; os acidentes entre carros e motos foram 216; entre carros 195 e atropelamentos 143. Os pedidos de socorro aumentam consideravelmente nos fins de semana. Nos demais dias as ocorrências concentram-se mais no final de expediente comercial.
O Siate funciona em parceria com a Prefeitura de Cascavel, que participa com uma equipe formada por 12 médicos, três enfermeiras, duas auxiliares, assistente social e pedagogo, e fornece o material hospitalar. O custo mensal para o Município é de aproximadamente R$ 40 mil. O Corpo de Bombeiros participa com 58 socorristas, 27 dos quais incorporados ontem, após curso.

mockup