O projeto do Shopping Popular, proposto pela Prefeitura de Londrina para solucionar o problema dos comelôs instalados nas avenidas São Paulo e Leste-Oeste, terá o seu destino decidido nos próximos 15 dias. Uma comissão de representantes dos camelôs, da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU) e de empresários, está encarregada de discutir e decidir pela viabilidade ou não do empreendimento.
Ontem à tarde, membros da Organização Não-Governamental (Ong) Canaã, que representa os 314 ambulantes que atuam nas duas avenidas, estiveram reunidos com o presidente da CMTU, Wilson Sella. O impasse continua sendo com os custos para a implantação do shopping. Os camelôs temem por uma despesa maior daquelas arcadas hoje pelos ambulantes das duas avenidas.
O presidente da Ong, Rogério Gonzalez do Nascimento, defende um teto máximo mensal de R$ 150,00 por ambulante, para arcar com despesas de água, energia, vigilância e limpeza. Mais do que isso, acredita, seria difícil avançar.
São três os imóveis em vista para abrigar o shopping. Todos com capacidade para instalar os ambulantes das duas avenidas. Dois já são conhecidos: o atual Shopping Paulista e um imóvel da Empresa Intercontinental. Sella preferiu manter em sigilo a localização e a dimensão do terceiro prédio. Os imóveis ficam próximos ao terminal.
Sella está otimista, mas adianta que as negociações com os donos dos imóveis só avançarão depois que a comissão criada ontem decidir pela implantação do projeto. No prazo de 15 dias, ressaltou, a comissão discutirá os aspectos jurídico, de obras e financeiro do empreendimento.
Os camelôs da Avenida São Paulo ganharam um novo prazo para regularizar a comercialização de mercadorias. O procurador regional da República, Mario Ferreira Leite, decidiu esperar até o dia 30 de julho para que eles comprovem que todos abriram firmas e estão trabalhando de forma legal. A decisão foi anunciada depois de uma reunião do procurador com Sella, ontem de manhã.
‘‘Sabendo que a prefeitura está negociando um local definitivo para instalar um shopping popular e que os ambulantes estão regularizando a documentação, decidi estender o prazo, mas esta nova data é improrrogável’’, garantiu Leite. O prazo anterior determinado pelo procurador havia vencido na última sexta-feira.
Apesar da ampliação do prazo, Leite pretende cobrar mudanças imediatas dos camelôs. Ele convocou os representantes dos ambulantes para uma reunião hoje, na Justiça Federal. ‘‘Vou conversar com eles para conscientizá-los de que além das firmas constituídas eles precisam trabalhar com nota fiscal e só vender produtos de origem’’, explicou.

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