Sexo e comportamento
Encontrei uma camisinha na bolsa da minha filha de 15 anos. Falei de sexo com ela apenas uma vez, há muito tempo. Gostaria de saber como devo agir agora, se é melhor conversar ou não, se devo levá-la ao ginecologista para ela tomar anticoncepcional.
A anticoncepção tem dois extremos: de um lado a educação sexual (o ideal), e do outro, o aborto, uma medida desesperada e agressiva.
Os pais são os principais responsáveis pela educação sexual das crianças, adolescentes e jovens. Você deve conversar, lembrando que o diálogo é uma via de duas mãos, e sempre estar disposta mais a ouvir do que falar, por maior que seja o ''lixo'' que vier.
Não transfira a responsabilidade para o médico, a escola, a tia... Assuma esta responsabilidade e mantenha um canal aberto amplo e acessível aos sentimentos de sua filha. Acolha com amor e lembre-se: quem ama, cuida e dá limites. Não se perturbe com gritos e ameaças, tenha ouvidos grandes como um outdoor e braços longos como polvos. A corda está na sua mão, e quanto mais longa ela estiver, mais riscos ela correrá.
Uma educação sexual voltada para a afetividade deverá despertar no(a) filho(a) o desejo de se cuidar. Em casos extremos, quando você não consegue reassumir o controle, procure um sexólogo e não deixe de explicar a importância do uso da camisinha e da pílula anticoncepcional.
Calvino Coutinho Fernandes, terapeuta sexual, ginecologista e obstetra





