Quando pensamos nos psicopatas, logo pensamos em criminosos violentos como vemos na TV e no cinema. Mas nem todos são assim. Este é um distúrbio que se caracteriza por falta de consciência e que atinge uma em cada 25 pessoas.
A psicopatia tem níveis leve, moderado e grave. Talvez seja um marido agressivo, um pai ausente que é agressivo com seus filhos ou um chefe que maltrata seus funcionários. Embora saibam o que é certo ou errado, os psicopatas ou sociopatas não se importam com isso. Conhecem as regras da sociedade e entendem como nós, pessoas com consciência, agimos e pensamos - e lançam mão disso para nos manipular e circular despercebidos em nosso meio. Nos casos mais graves, eles são capazes de mentir, roubar e até matar sem culpa nenhuma.
Os sociopatas não constituem uma raridade. É quase impossível para qualquer pessoa atravessar a vida sem conhecer no mínimo um deles, seja em que circunstância for.
Existem alguns pontos que facilitam na identificação do sociopata: incapacidade de amar - não criam vínculos e não sentem falta das pessoas; amoralidade - cometem atitudes que demonstram total falta de escrúpulos; ausência de desenvolvimento psíquico - não amadurecem com as suas experiências, não possuem inteligência emocional; incapacidade de sentir tristeza, de sofrer; não confiam no mundo - isto resulta em explosões inesperadas de raiva e ódio.
Os psicopatas também têm ausência de sentimento de culpa: sabem que agem impropriamente, mas não são capazes de deixar de fazer algo mesmo sabendo que é errado e que causará sofrimento para outras pessoas. Eles acabam dizendo o que os outros querem ouvir, mas não significa que aprenderam algo.
Eles possuem habilidade de evocar pena. Parecem indefesos, perdidos. As mulheres geralmente são vítimas, porque possuem instintos maternais. Quando não se tem uma convivência muito próxima a presença deles até certo ponto é prazerosa, sossegada. Já as relações com maior intimidade sofrem com o excesso de pressão, exigências, críticas destrutivas, contradições e hipocrisia.
Os psicopatas têm medo de envelhecer, de ficarem doentes, da morte, mas geralmente não se cuidam. Movem-se incansavelmente de uma relação para outra. Precisam diversificar seus relacionamentos e quando são casados a traição é uma constante em sua vida. Muitas vezes são capazes de influenciar pessoas idôneas e honestas a praticar atos contrários às suas crenças e valores.
Eles são capazes de agradar e em poucos minutos têm comportamentos que provocam fúria nas pessoas, na medida que mentem e apunhalam pelas costas. Para dominar as pessoas eles costumam ''bater e assoprar''. ou seja, nas relações mais próximas se mostram verdadeiros tiranos, humilham, desrespeitam, destroem a autoestima da pessoa e depois se mostram preocupados, cuidam das feridas que eles mesmos causaram.
Quando possível mantenha distância, mas se for necessário a convivência, proteja-se, deixe os limites muito claros e não tenha medo de colocar suas ideias de forma objetiva e direta.
Não permita que uma pessoa sem consciência, ou várias destas pessoas, convença você de que a humanidade é um fracasso. A maioria dos seres humanos tem consciência e é capaz de amar.
Margareth Alves - psicóloga e terapeuta familiar (Londrina)

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