No dia 15 de agosto é comemorado o dia do solteiro. A data não é muito conhecida por não ter apelo comercial, mas tem se transformado em uma data marcante pela quantidade de solteiros no país. Dados do IBGE mostram que no Brasil há 85 milhões de pessoas vivendo sozinhas. Destas, 74 milhões são solteiros e 11 milhões separados, divorciados ou viúvos.
Não faltam ferramentas e meios para conhecer pessoas atualmente. Trabalho, festas, balada, internet e mesmo o acaso podem resultar em um encontro. Porém, o que parece fácil, nem sempre se concretiza quando o assunto é relacionamento sério. Uma alternativa que parece substituir as antigas ''casamenteiras'' e que tem feito à felicidade de muitos solteiros são as agências de matrimônio.
Os profissionais que prestam esse serviço garantem que o grande diferencial é a segurança que oferecem em pré-selecionar e ''investigar'' a vida das pessoas antes de colocá-la ''à disposição do mercado''. Além disso, a indicação de um pretendente é realizada com base em estudos e avaliações de forma profissional e as indicações não acontecem de maneira aleatória. Com base nas características e preferências de cada um é feita uma análise dos pretendentes que juntos podem formar um casal de sucesso e feliz.
Para se cadastrar é preciso passar por uma avaliação com um psicólogo, preencher um questionário detalhado e assinar um contrato em que a pessoa se compromete a não omitir dados. Pessoas interessantes estão por toda parte, mas em uma agência, elas estão dispostas a encontrar um companheiro e são direcionadas para pessoas com perfis semelhantes.
É um engano pensar que o solteiro é uma pessoa com poucos atrativos. O novo solteiro tem um perfil atraente, pois na maioria dos casos é de família tradicional, bem realizado profissionalmente, tem bom poder aquisitivo, é bonito e saudável e para encontrar um par adequado, pode precisar apenas de uma ajuda. Já que o tempo dedicado à realização profissional está cada vez maior e a dificuldade de encontrar alguém que atenda as expectativas demora mais, a ajuda pode ser uma forma segura e diferente para encontrar a cara metade quando os meios tradicionais não estão dando certo.
Sheila Chamecki Rigler - pedagoga (Curitiba)

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