Sexo & Comportamento
A preocupação com o tamanho do pênis afeta a maioria dos homens no início da adolescência, fase em que começam as comparações nos vestiários de clubes, escolas e academias. Neste período, por volta dos 12 anos, os meninos às vezes com a mesma idade estão em fases diferentes do desenvolvimento hormonal e, por isso, alguns têm o pênis bem desenvolvido e outros estão em fase pré-puberal, portanto, com o pênis ainda pequeno.
Também é neste período que os jovens começam a ser expostos a imagens eróticas, que geralmente mostram homens com pênis acima da média, o que aumenta ainda mais a angústia e a insegurança. Aí está a importância de dialogar com estas crianças nesta fase de pré-adolescência, pois existem tabelas que permitem avaliar se o indivíduo está tendo o desenvolvimento normal de sua genitália. É também nesta fase que se pode intervir, caso haja algum problema com o desenvolvimento do pênis.
Um casal de sexólogos norte-americanos, Master e Johnson, fez um levantamento em 1966 com milhares de pessoas, chegando à conclusão de que o pênis em ereção mede de 12,5 cm a 17,5 cm, e que o pênis flácido mede entre 5 cm e 10 cm de comprimento. Um pênis para ser considerado pequeno tem que ter menos de 4 cm quando flácido e menos de 7,5 cm quando ereto. No Brasil, 90% da população tem pênis entre 12 cm e 16 cm, com média de 14 cm.
A preocupação em ter um pênis maior está sujeita, sem dúvidas, a considerações mais complexas. Homens com pênis maiores tendem a se sentir mais bonitos e confiantes sexualmente. Ao contrário dos bem resolvidos, os que acham que poderiam ter o membro maior estão sujeitos à ''síndrome do pênis pequeno'', situação em que os indivíduos chegam a medir o pênis todos os dias e até várias vezes ao dia. O comportamento pode levar à psicose, semelhante aos distúrbios alimentares observados em meninas.
Mitos e Verdades
- Mito: quanto maior o pênis, maior o prazer da mulher.
- Verdade: a vagina é uma cavidade virtual, que se adapta ao tamanho do pênis e tem terminações nervosas apenas nos seus três primeiros centímetros.
Horácio Alvarenga Moreira, urologista





