Sexo & Comportamento
Segundo as estatísticas mais recentes, a ejaculação precoce é um problema que chega a atingir 40% dos homens. Mas pelo menos por enquanto não existe um medicamento realmente eficaz disponível no mercado. Esta situação, no entanto, pode ser resolvida dentro de pouco tempo. Um novo medicamento, em fase de testes nos Estados Unidos e em outros países, inclusive no Brasil, pode ser a solução para quem sofre de ejaculação precoce. O medicamento que tem como princípio ativo a dapoxetina tem demonstrado excelentes resultados nos testes realizados até agora.
Conforme a pesquisa realizada pela Universidade de Minesotta (EUA), com 2,6 mil homens com problemas de ejaculação precoce em grau moderado a grave, e que ejaculavam menos de um minuto depois da penetração, os resultados são animadores. Depois de 12 semanas de uso do medicamento, os homens analisados que tomaram doses de 30 mg de dapoxetina passaram a ejacular, em média, 2min47s depois da penetração. Já os que tomaram 60 mg do medicamento seguraram a ejaculação, em média, por 3min19s.
A dapoxetina só não foi liberada ainda porque duas pessoas que faziam parte do grupo de estudos morreram de outras causas e não pelo medicamento. Porém, nestes casos, por medida de segurança, o departamento americano que libera novos medicamentos pediu novos estudos.
A ejaculação precoce é um problema sério, pois além de afetar o homem, provoca frustração nos relacionamentos. O corpo da mulher e do homem reagem de forma diferente aos estímulos sexuais. A mulher, em geral, demora um pouco mais para se excitar. Se o homem chega ao orgasmo muito rapidamente, o ato sexual, que deveria ser visto como um momento de compartilhar a intimidade e o prazer, torna-se frustrante.
Tenho percebido que há quase um perfil padrão entre os homens que sofrem com o problema. Geralmente são pessoas ansiosas, tanto na vida pessoal como na vida profissional. São pessoas que buscam a satisfação profissional de forma afobada, sem perceber que tudo tem seu tempo de maturação. Eles querem que as coisas aconteçam sempre muito rapidamente. E isso se reflete na vida afetiva. Querem tudo tão rápido que até os relacionamentos amorosos ficam superficiais.
A chegada do medicamento vai melhorar muito a vida destas pessoas no momento do sexo. Porém, até que ele chegue, seria interessante mudar a postura diante da vida. Ter calma, paciência, conversar com a parceira e fazer da atividade sexual não uma atividade mecânica, mas sim um momento de intimidade, de paz.
Márcio Dantas de Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual





