O mioma uterino é o tumor benigno mais comum entre as mulheres, acometendo cerca de 30% a 40% das mesmas, principalmente na faixa etária dos 40 aos 60 anos de idade. O sintoma mais comum é a menstruação abundante, muitas vezes associada a cólicas intensas. Dependendo do tamanho e da localização do mioma, ele pode também causar dor pélvica, inclusive nas relações sexuais, anemia e dificuldade para engravidar.
O diagnóstico é feito por meio de uma avaliação clínica e de exame ginecológico, associado a exames de imagem como a ultra-sonografia e a histeroscopia.
Existem diversos tipos de tratamentos do mioma uterino, podendo ser classificados como conservadores (com a preservação do útero) ou não, neste caso representado pela histerectomia (retirada do útero).
A histerectomia é a segunda cirurgia mais realizada em mulheres, perdendo apenas para a cesárea. Ela pode ser realizada por via abdominal (por meio de uma ou mais incisões no abdome) ou por via vaginal.
Por não necessitar de incisão abdominal, as pacientes submetidas à histerectomia vaginal recebem alta hospitalar em 24 horas, com o pós-operatório menos doloroso quando comparado com a histerectomia realizada por via abdominal.
Além disso, a duração da cirurgia e a incidência de complicações (lesões de bexiga e intestino, infecções) é menor; as pacientes se recuperam mais rápido e retornam às atividades normais bem mais cedo. Outra vantagem da via vaginal é a maior facilidade de corrigir outros problemas comuns que podem estar associados, como a incontinência urinária e os prolapsos genitais (bexiga caída, vagina ampla).
Com o emprego de técnicas de fragmentação do útero, torna-se possível a remoção de úteros miomatosos volumosos por via vaginal. Atualmente, mais de 90% das pacientes podem se beneficiar deste tipo de técnica. Ressalta-se que nas mulheres que ainda não entraram na menopausa os ovários não devem ser removidos durante a histerectomia vaginal, já que a produção de hormônios pelos mesmos, além de retardar o envelhecimento, favorece a manutenção de uma vida sexual satisfatória.

Mitos e Verdades
- Mito: a mulher que retira o útero automaticamente entra na menopausa.
- Verdade: a falência ou a retirada dos ovários, e não do útero, é a responsável pela menopausa.
Octacílio Figueirêdo Netto, ginecologista®MDBO¯®MDNM¯

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