Na realidade, o orgasmo não se localiza em um ponto. Ele é difuso e qualquer zona erógena pode provocá-lo. Há mulheres que têm orgasmo durante os sonhos e outras que atingem o clímax lembrando de situações eróticas anteriores.
Mas, afinal, o que é orgasmo? Uma definição difícil, mas que pode ser resumida como a perda momentânea de consciência, com duração de até 104 segundos, em algumas mulheres. Seu mecanismo específico não é muito conhecido. Sabe-se apenas que pode ser causado por um estímulo genital ou cerebral, uma fantasia, por exemplo, que chega ao centro do prazer. Nessa fase, os músculos do aparelho genital e os ligamentos se contraem. Podem ocorrer movimentos espontâneos e simultâneos na entrada da vagina, ânus, uretra e útero.
Às vezes, o orgasmo vem forte, com contrações dos músculos vaginais, abdominais e até das pernas e braços, que deixam o corpo quase como o arco de uma flecha, como se todo ele estivesse apoiado apenas nos calcanhares.
Mas há outros, com leves tremores, seguidos sempre do aumento dos batimentos cardíacos e dos movimentos respiratórios, assim como o aumento da pressão do sangue e ruborização generalizada.
No orgasmo vaginal, contrações muito fortes, com intervalo de 12 segundos, ou mesmo a cada um ou dois minutos, podem remover o tampão mucoso - substância incolor depositada no fundo da vagina. Algumas vezes ocorre, simultaneamente, a liberação de um líquido pelas glândulas de Skene, localizadas na entrada da uretra e responsável pela 'ejaculação' feminina. Em geral, este fenômeno acontece com mulheres que costumam ter orgasmos múltiplos e combinados.
As contrações podem ser rítmicas, simultâneas ou ocorrer separadas. E quanto maior o número de contrações, mais longo é o orgasmo, embora não necessariamente mais intenso.
Para isso, deve-se aprender a controlar a musculatura genital. Basta contrair o abdome, o ânus e o orifício vaginal. Se repetir várias vezes, esta técnica conseguirá apressar o orgasmo e aumentar sua duração. Nesta fase, quanto maior o nível de excitação, mais facilmente se alcança a satisfação sexual.

Marilene Cristina Vargas, diretora do Núcleo de Estudo de Sexologia e Geriatria (Curitiba-PR)

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