Na realidade o orgasmo não se localiza em um ponto. Ele é difuso e qualquer zona erógena pode provocá-lo. Há mulheres que tem orgasmo durante os sonhos e outras que atingem lembrando situações eróticas anteriores. Mas, afinal, o que é orgasmo? Uma definição difícil, mas que pode ser resumida como a perda momentânea de consciência, com duração de até 1,44 minutos em algumas mulheres. Seu mecanismo específico não é muito conhecido. Sabe-se apenas que pode ser causado por um estímulo genital ou cerebral, uma fantasia, por exemplo, que chega ao centro do prazer. Nessa fase, os músculos do aparelho genital e os ligamentos contraem-se. Podem ocorrer movimentos espontâneos e simultâneos na entrada da vagina, ânus, uretra e útero.
  Às vezes, o orgasmo vem forte, com contrações dos músculos vaginais, abdominais e até das pernas e braços, que deixam o corpo quase como o arco de uma flecha, como se todo ele estivesse apoiado apenas nos calcanhares. Este é um orgasmo intenso. Mas há outros, como apenas leves tremores, seguidos sempre do aumento dos batimentos cardíacos e dos movimentos respiratórios, assim como aumento da pressão do sangue e ruborização generalizada.
  No orgasmo vaginal, contrações muito fortes, com intervalo de 12 segundos, ou mesmo a cada um ou dois minutos, podem remover o tampão mucoso – substância incolor depositada no fundo da vagina. Algumas vezes ocorre simultaneamente a liberação de um líquido pelas glândulas de Skene, localizadas na entrada da uretra e responsável pela ejaculação feminina. Em geral, este fenômeno acontece com mulheres que costumam ter orgasmos múltiplos e combinados (clitoriano e vaginal, ao mesmo tempo). O líquido ejaculatório varia de 15 a 200 ml.

  Marilene Cristina Vargas é diretora do Núcleo de Estudo de Sexologia e Geriatria (Curitiba-PR), membro da Sociedade Mundial de Pesquisa e Impotência -(ISIR) e membro do Comitê Científico da Sociedade Mundial de Orgasmologia

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