É considerada frígida toda mulher que não se excita ou não chega ao orgasmo. Este era o conceito usado até 1967. Com a evolução das pesquisas na área, este grupo de mulheres foi dividido em dois subgrupos: aquelas que não têm ou apresentam pouca excitação (libido), o que, na verdade, é uma disfunção de desejo; e aquelas que nunca sentiram orgasmo, sentiram ocasionalmente ou em determinadas situações. Essas mulheres apresentam a patologia sexual denominada disfunção.
Orgástica é a classificação usada na medicina asiática e a que me parece a mais adequada. É necessário saber como ocorre a resposta sexual na mulher e dependendo da dificuldade apresentada, nas diferentes fases desta resposta, podem ocorrer diferentes patologias, que respondem a tratamentos distintos.
Mulheres que não têm libido podem ter orgasmos e mulheres com libido exagerada podem não alcançar esta bênção. A mulher pode, às vezes, não ter orgasmo, porém ter uma resposta orgásmica lenta, rápida ou inexistente. A mulher também pode ter uma intensidade ou uma quantidade de orgasmos menor ou maior. Pode ter ainda lubrificação vaginal excessiva ou inexistente.
Existe um número bastante grande de disfunções, cada uma delas com causas ou doenças causadoras diferentes e que, por isso, devem ser tratadas de maneira diferente, após um exame médico cuidadoso e feita a investigação causal exaustiva. Para uma solução ideal, é necessário fazer uma avaliação médica e psicológica da paciente.

Marilene Vargas, médica pós-graduada em disfunção sexual e membro do
Comitê Científico da Sociedade Mundial de Orgasmologia

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