Sexo & comportamento
Klein e Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova York, constataram que o cérebro de uma pessoa apaixonada contém grandes quantidades de feniletilamina e que esta substância é responsável, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas quando estamos apaixonados. A dopamina e a ocitocina também são produzidas no amor-paixão. Estes produtos atuam juntos apenas durante o período da paixão, a partir do primeiro contato.
Na atração, há no homem aumento da libido causado pela testosterona, que se associa a altos níveis de dopamina e norepinefrina, produzindo exaltação, euforia, falta de sono e apetite. Os níveis de seroronina ficam baixos devido ao aumento dos hormônios sexuais.
A relação calma, duradoura e segura é embalada pela ocitocina e vasopressina, hormônio associado à regulação cardiovascular. A ocitocina, hormônio liberado durante o parto nas mulheres, é considerado o 'hormônio do amor' e sabemos que é produzido por mulheres e homens nas situações que envolvem amor, como o ato sexual e quando dividem uma refeição. Olhar nos olhos do outro produz liberação de ocitocina e é fundamental para a formação do vínculo entre duas pessoas.
Pesquisas mostram que quando 2 pessoas não se conhecem e se encontram, a troca de olhares ativa o neocortex, especializado em selecionar e avaliar.
Os homens são mais estimulados pela visão que as mulheres, embora este órgão seja, nos dois sexos, grande fonte de estimulação. O primeiro nível de avaliação do outro é o biológico e físico. Em seguida, o cultural. Aqui entram as associações com familiares que conviveu ou convive, expectativas criadas pela educação. As mulheres selecionam também pelo poder, isto é, quem elas pensam que terá capacidade de prover e proteger os futuros filhos. A partir daí, a fala entre os dois passa a ser muito importante para que a atração continue ou não. O romantismo entre o casal depende da fala.
O tato, olfato e paladar passam a ter grande importância também na manutenção ou não do relacionamento. O beijo combina os 3 sentidos e estimula a liberação de hormônios que causam bem-estar. O abraço produz liberação de ocitocina.
Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente (poros e hálito) produtos químicos voláteis, os feromônios. Dizem que o amor à primeira vista é resultado dos feromônios. Não há 2 pessoas que possuam o mesmo cheiro e este também é importante na escolha do objeto de amor. No amor à primeira vista há sempre grande quantidade de feniletilamina, dopamina e norepinefrina no organismo.
Assim, a paixão não é só uma reação química, mas a soma do psiquismo (fantasias) projetado no outro, mais os hormônios liberados a partir das emoções causadas pela presença do outro.
Mitos e Verdades
- Verdade: o cheiro é importante na escolha do objeto de amor
- Mito: o contato físico não é necessário nas relações de amor-paixão
Denise Hernandes Tinoco, mestre e doutora em Psicologia Clínica, docente e psicoterapeuta clínica





