Na origem das disfunções sexuais podem ser encontradas crenças religiosas culturais distorcidas pelo senso comum e mantidas por este. Outras vezes, a disfunção erétil pode ter causas orgânicas como o diabetes, doenças vasculares ou distúrbios hormonais. Em qualquer das situações, tanto o psíquico como o físico estão envolvidos e um pode agravar o outro, logo, não há como separá-los. O princípio do tratamento passa pelo emocional assim como pelas doenças orgânicas.

No tratamento da impotência sexual não basta apenas disponibilizar toda a tecnologia medicamentosa e dela fazer uso. Há necessidade de associá-la ao conhecimento psicoterápico, de modo que o tratamento medicamentoso e psicológico se complementem e sejam os coadjuvantes essenciais no processo de cura.

O psicólogo, pela sua impossibilidade legal de prescrever medicamentos e de utilizar a propedêutica médica, teria como ideal trabalhar junto com o médico. Ao psicólogo caberia todo o apoio psicoterápico necessário para o restabelecimento da função sexual, assim como tratar as sequelas emocionais causadas por aquela disfunção.

Ao médico caberia o diagnóstico, por meio de exame físico, laboratorial e de imagem, bem como prescrever ao paciente a medicação adequada e, em alguns casos, o tratamento cirúrgico.

A disfunção erétil é ao mesmo tempo um sofrimento orgânico e psíquico, de forma que um leva ao outro. A meta terapêutica é restabelecer as duas funções, a integridade psicofísica pela atuação de médicos e psicólogos, pois só assim o indivíduo atingirá a felicidade.


Mitos e Verdades

- Mito: impotência sexual é um problema principalmente psicológico

- Verdade: pode ter causas psicológicas ou orgânicas. Há necessidade de tratamento multidisciplinar com médicos e psicólogos

Horacio Alvarenga Moreira, urologista

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