Diabetes é uma doença reconhecidamente associada à disfunção erétil. Estudos epidemiológicos têm mostrado maior prevalência de disfunção erétil em indivíduos com diabetes. No Brasil, a disfunção erétil foi relatada por 37% dos homens com diabetes.
Além da diabetes, outros fatores de risco para a ocorrência de disfunção erétil são: hipertensão arterial, colesterol e/ou triglicérides elevados, alcoolismo, fumo, obesidade, depressão, entre outros.
Porém, ter colesterol e/ou triglicérides alto, diabetes ou hipertensão arterial não significa, necessariamente, ter disfunção erétil no futuro. O fato de o diabético apresentar dificuldade de ereção não quer dizer que ela decorra dessa doença. Ansiedade excessiva, desemprego, estresse, problemas financeiros ou brigas constantes com a parceira, por exemplo, podem ser a causa.
Nos últimos 10 anos o tratamento da disfunção erétil sofreu uma grande revolução com a introdução dos medicamentos de uso oral. No entanto, até 40% dos pacientes diabéticos não se beneficiam dessas medicações, sendo necessário recorrer a outros métodos, menos cômodos e confortáveis, como as medicações injetáveis e a prótese peniana.
De forma geral, em maior ou menor grau, todo homem deseja viver mais e manter uma ereção satisfatória durante toda a vida. Tais aspirações são possíveis e a receita médica, a mesma: boa saúde física e mental.
Portanto, não abuse do álcool, evite a obesidade, adote uma alimentação saudável (não abuse do sal, frituras e de alimentos ricos em gorduras), pratique algum tipo de atividade física, mantenha um controle rigoroso da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de açúcar no sangue, não fume e, por fim, viva a vida intensamente.

Mitos e Verdades
- É mito afirmar que os medicamentos orais para tratamento da disfunção erétil causam infarto do miocárdio
- Esses medicamentos podem causar infarto do miocárdio quando utilizados em associação a outros, como os nitratos. Estudos prospectivos conduzidos com medicamentos orais para tratamento da disfunção erétil mostraram que a incidência de infarto entre pacientes que estavam utilizando esses medicamentos e aqueles que não utilizavam foi a mesma

Emerson Pereira Gregório, urologista e doutorando em Urologia na Universidade
Estadual de Londrina

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