Essa é uma história bastante conhecida, mas este ano ela tem um motivo especial para ser lembrada. Há exatos 150 anos, ou seja, no dia 8 de março de 1857, um grupo de operárias de uma fábrica têxtil em Nova York entrou em greve. Elas estavam reivindicando a diminuição da jornada de trabalho de 16 horas para 10 horas diárias, equiparação de salários com os homens e mais dignidade no trabalho.
Por essas 16 horas de trabalho diário elas recebiam um terço do salário de um homem que ocupava o mesmo cargo. Cerca de 130 mulheres, neste dia, foram fechadas na fábrica e um incêndio tomou conta, matando todas as que ali estavam.
Em 1910, em uma conferência internacional das mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o dia 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres.
No Brasil, as mulheres têm se colocado cada vez mais no mercado de trabalho, conquistando mais espaços e direitos, sendo capazes de executar as mesmas tarefas que os homens.
Muitas coisas mudaram nas últimas décadas, mas em algumas empresas a maior prova de discriminação é ainda a diferença de salários entre homens e mulheres e a dificuldade que as mulheres enfrentam para chegar aos cargos mais importantes nas empresas.
Lembremo-nos então dessas 130 mulheres que não morreram em vão, abrindo para nós novas perspectivas no mercado de trabalho.

Mitos e Verdades
- Mitos: os homens são os verdadeiros provedores da família
- Verdade: a mulher passou a dividir funções importantes com o seu parceiro
Lucianne Fernandes é psicóloga clínica especialista em Sexualidade Humana
contatos: [email protected]

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