A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico, cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.
O surgimento de uma hérnia de disco está relacionado às sobrecargas compressivas no disco intervertebral, causadas por uma série de fatores como má postura, desvio da coluna, sobrepeso, esforço repetitivo e fraqueza muscular. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.
Alguns estudos apontam que pré-disposição genética é um fator significativo para o surgimento do problema. Em geral, o quadro clínico aparece entre 25 e 50 anos de idade, mas, às vezes, as manifestações de dor não aparecem logo de início. Essa demora na descoberta pode dificultar o tratamento.
Por ser um processo degenerativo, a hérnia de disco não tem cura. Os tratamentos têm por objetivo amenizar os sintomas do paciente. Na maioria das vezes, é tratada com medicamentos para reduzir a dor. Outros procedimentos são a fisioterapia postural e manipulativa, hidroterapia e eletrotermoterapia (uso de energia elétrica no tratamento de problemas de saúde). Casos mais sérios necessitam de cirurgia.
Maurício Miyasaki - ortopedista (Londrina)

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