Tra­ba­lhei em ati­vi­da­de es­pe­cial e meu pa­trão se re­cu­sa
a for­ne­cer o Lau­do Téc­ni­co de Con­di­ções Am­bien­tais do Tra­ba­lho. A em­pre­sa fa­liu. Co­mo de­vo ­agir?


  De acor­do com a Lei n. 9.032, de 28 de ­abril de 1995, faz-se ne­ces­sá­rio pa­ra a com­pro­va­ção de ati­vi­da­de es­pe­cial o for­ne­ci­men­to de Lau­do Téc­ni­co de Con­di­ções Am­bien­tais do Tra­ba­lho
(­LTCAT), tam­bém co­nhe­ci­do co­mo Pro­gra­ma de Pre­ven­ção de Ris­cos Am­bien­tais (­PPRA).
  No lau­do de­ve­rão cons­tar in­for­ma­ções re­fe­ren­tes às fun­ções atri­buí­das ao re­que­ren­te e se es­tas são de­sem­pe­nha­das de for­ma ha­bi­tual e per­ma­nen­te, bem co­mo ­quais os agen­tes pre­ju­di­ciais à saú­de e à in­te­gri­da­de fí­si­ca que o em­pre­ga­do por ven­tu­ra es­tá ex­pos­to, co­mo os de ori­gem quí­mi­ca (en­con­tra­dos em sol­ven­tes e me­tais, en­tre ou­tros); de ori­gem fí­si­ca (co­mo ruí­do, umi­da­de e ra­dia­ção) e os agen­tes bio­ló­gi­cos exis­ten­tes em fun­gos, ger­mes e bac­té­rias.
  O do­cu­men­to é for­ne­ci­do pe­lo em­pre­ga­dor e ex­pe­di­do por mé­di­co ou en­ge­nhei­ro de se­gu­ran­ça do tra­ba­lho. Em ca­so do em­pre­ga­dor se re­cu­sar a for­ne­cer o lau­do, ou en­tão de o es­ta­be­le­ci­men­to en­con­trar-se de­sa­ti­va­do, é pre­ci­so so­li­ci­tar ao ­INSS pa­ra que se­ja rea­li­za­da pe­rí­cia na em­pre­sa, ou em em­pre­sa aná­lo­ga, do mes­mo ra­mo de ati­vi­da­de - se es­ta não es­ti­ver em fun­cio­na­men­to.
  Sa­be-se, en­tre­tan­to, que não é de pra­xe que o ­INSS rea­li­ze a pe­rí­cia. Em vis­ta dis­so, se a au­tar­quia pre­vi­den­ciá­ria ne­gar pro­vi­men­to à apo­sen­ta­do­ria do se­gu­ra­do, é pre­ci­so re­que­rer tam­bém na es­fe­ra ju­di­cial o pe­di­do de pe­rí­cia.
  Con­vém lem­brar que pa­ra as pro­fis­sões pre­via­men­te de­ter­mi­na­das co­mo in­sa­lu­bres pe­lo de­cre­to 53.831/64 e 83.080/79, em pe­río­dos an­te­rio­res a ­abril de 1995, não é pre­ci­so apre­sen­tar o lau­do pa­ra a com­pro­va­ção da ati­vi­da­de es­pe­cial. Quan­to as de­mais pro­fis­sões, a exis­tên­cia de lau­do é im­pres­cin­dí­vel.
An­dré Be­ne­det­ti - ad­vo­ga­do (Lon­dri­na)

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