O Ca­das­tro de Pes­soas Fí­si­cas (CPF) é o re­gis­tro de um ci­da­dão na Re­cei­ta Fe­de­ral bra­si­lei­ra no ­qual de­vem es­tar to­dos os con­tri­buin­tes (pes­soas fí­si­cas bra­si­lei­ras ou es­tran­gei­ras com ne­gó­cios no Bra­sil), fi­gu­ran­do co­mo um dos prin­ci­pais do­cu­men­tos pa­ra os ci­da­dãos bra­si­lei­ros.
  A ins­cri­ção no CPF não é obri­ga­tó­ria, no en­tan­to, é ne­ces­sá­rio pa­ra a efe­ti­va­ção de gran­de par­te das ope­ra­ções fi­nan­cei­ras (co­mo aber­tu­ra de con­tas em ban­cos, por exem­plo), as­sim co­mo é exi­gi­do em di­ver­sas oca­siões, co­mo ins­tru­men­to au­xi­liar na iden­ti­fi­ca­ção do in­di­ví­duo.
  O nú­me­ro con­ti­do no CPF é úni­co pa­ra ca­da con­tri­buin­te e não se al­te­ra, mes­mo no ca­so de even­tual per­da do car­tão. A ins­cri­ção no CPF é atri­buí­da à pes­soa fí­si­ca uma úni­ca vez, sen­do de uso ex­clu­si­vo, ve­dan­do-se a con­ces­são de uma se­gun­da ins­cri­ção.
  Des­sa for­ma, na hi­pó­te­se do in­di­ví­duo pos­suir ­mais de uma ins­cri­ção no CPF, mui­to pro­va­vel­men­te a ob­ten­ção do re­gis­tro deu-se, fo­ra as hi­pó­te­ses de ine­quí­vo­ca de­mons­tra­ção de boa-fé, por ­meio de in­for­ma­ções in­ve­rí­di­cas re­pas­sa­das à Re­cei­ta Fe­de­ral, ou se­ja, al­te­ra­ções dos da­dos pes­soais, vi­san­do a fu­tu­ra per­pe­tra­ção de gol­pes e ou­tras con­du­tas frau­du­len­tas.
Rafael Junior Soares - Advogado (Londrina)

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