Uma empresa que faz manualmente a marcação no ponto dos funcionários terá de rever a compensação de horas com a implantação do Registro Eletrônico de Ponto (REP)?

  O sis­te­ma ele­trô­ni­co de mar­ca­ção de pon­to so­freu al­te­ra­ções pro­pos­tas na Por­ta­ria 1.51/2009 do Mi­nis­té­rio do Tra­ba­lho. En­tre as mu­dan­ças, des­ta­ca-se a ne­ces­si­da­de de ado­ção do Re­gis­tra­dor Ele­trô­ni­co de Pon­to (REP), cu­ja uti­li­za­ção obri­ga­tó­ria en­tra­rá em vi­gor em agos­to de 2010 e ex­clui­rá qual­quer ou­tra for­ma de mar­ca­ção. As al­te­ra­ções vi­sam coi­bir as frau­des e pos­si­bi­li­tar a ano­ta­ção ­real da jor­na­da pe­los em­pre­ga­dos.
  O Sis­te­ma de Re­gis­tro Ele­trô­ni­co de Pon­to (­SREP) faz com que uma no­va re­gra se­ja apli­ca­da nas em­pre­sas. O sis­te­ma an­te­rior per­mi­tia ­maior ma­ni­pu­la­ção por par­te do em­pre­ga­dor, que po­dia mo­di­fi­car os ho­rá­rios mar­ca­dos.
  A par­tir de ago­ra, as mar­ca­ções de­vem ser re­gis­tra­das fiel­men­te, não sen­do per­mi­ti­da qual­quer ­ação que des­vir­tue os ­fins le­gais a que se des­ti­na, ­tais co­mo: res­tri­ções de ho­rá­rio à mar­ca­ção do pon­to e exis­tên­cia de qual­quer dis­po­si­ti­vo que per­mi­ta a al­te­ra­ção dos da­dos re­gis­tra­dos pe­lo em­pre­ga­do.
  Com a im­plan­ta­ção, a fis­ca­li­za­ção tra­ba­lhis­ta se­rá in­ten­si­fi­ca­da ca­ben­do aos em­pre­ga­do­res a ne­ces­si­da­de de ade­qua­ção aos no­vos pa­râ­me­tros es­ta­be­le­ci­dos. ­Além dis­so, as em­pre­sas fa­bri­can­tes do Sis­te­ma Ele­trô­ni­co de Pon­to te­rão que re­gis­trar ca­da sis­te­ma e ­criar tra­vas im­pe­din­do a sua ma­ni­pu­la­ção.
  Des­ta for­ma, não vai ser ­mais pos­sí­vel ao em­pre­ga­dor ma­ni­pu­lar o sis­te­ma pa­ra que não se­jam re­gis­tra­das as ho­ras ex­tras dos tra­ba­lha­do­res. As­sim, co­mo for­ma de im­pe­dir um au­men­to re­pen­ti­no no nú­me­ro de ho­ras ex­tras dos tra­ba­lha­do­res, as em­pre­sas te­rão que ob­ser­var se pos­suem acor­do de com­pen­sa­ção de ho­ras com o sin­di­ca­to da ca­te­go­ria.

Eduar­do Ma­xi­mo Pa­trí­cio – ad­vo­ga­do (São Pau­lo)

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