Como é feita a separação em cartório? Ela tem a mesma validade da separação judicial? Existe alguma vantagem?


  A se­pa­ra­ção ex­tra­ju­di­cial foi in­tro­du­zi­da no or­de­na­men­to ju­rí­di­co pe­la Lei 11.441 de 2007, que mo­di­fi­cou o Có­di­go de Pro­ces­so Ci­vil.
  A se­pa­ra­ção ex­tra­ju­di­cial, co­mo o pró­prio no­me su­ge­re, dis­pen­sa a aber­tu­ra de uma ­ação ju­di­cial e é fei­ta atra­vés de um pro­ce­di­men­to no­ta­rial, ou se­ja, atra­vés de um Ta­be­lio­na­to.
  Ela tem a mes­ma va­li­da­de que a se­pa­ra­ção fei­ta atra­vés do pro­ces­so ju­di­cial, in­clu­si­ve com re­la­ção à di­vi­são de ­bens. E é des­ne­ces­sá­ria a ho­mo­lo­ga­ção de um ­juiz, ten­do em vis­ta que o Ta­be­lião pas­sou a ter a com­pe­tên­cia le­gal pa­ra a for­ma­li­za­ção do ato.
  Uma das van­ta­gens que têm le­va­do mui­tos ad­vo­ga­dos a su­ge­rir a se­pa­ra­ção ex­tra­ju­di­cial a ­seus clien­te, é a agi­li­da­de dos car­tó­rios na con­clu­são do pro­ce­di­men­to, ten­do em vis­ta que, mui­tas ve­zes, prin­ci­pal­men­te nas co­mar­cas de va­ra úni­ca (on­de exis­te ape­nas um ­juiz), o acú­mu­lo de pro­ces­sos no ju­di­ciá­rio aca­ba por re­tar­dar de­mais o pro­ces­so de se­pa­ra­ção, tra­zen­do um trans­tor­no des­ne­ces­sá­rio ao ca­sal que já en­fren­ta a de­li­ca­da fa­se da se­pa­ra­ção.
  As­sim co­mo na se­pa­ra­ção ju­di­cial, a se­pa­ra­ção ex­tra­ju­di­cial exi­ge que o ca­sal te­nha pe­lo me­nos um ano de ca­sa­do. No en­tan­to, se o ca­sal de­se­ja op­tar por es­sa mo­da­li­da­de de se­pa­ra­ção de­ve fi­car aten­to a ­dois im­por­tan­tes re­qui­si­tos: a se­pa­ra­ção de­ve ser con­sen­sual - po­pu­lar­men­te cha­ma­da de ami­gá­vel; b) o ca­sal não po­de ter fi­lhos me­no­res de 18 ­anos. Na au­sên­cia des­ses re­qui­si­tos se­rá ne­ces­sá­ria a aber­tu­ra de pro­ces­so ju­di­cial de se­pa­ra­ção.
  A lei tam­bém não dis­pen­sa a pre­sen­ça do ad­vo­ga­do, que de­ve ser cons­ti­tuí­do pe­las par­tes. As des­pe­sas com car­tó­rio e ad­vo­ga­do, re­la­ti­vas ao pro­ce­di­men­to, va­riam de acor­do com a exis­tên­cia ou não de ­bens per­ten­cen­tes ao ca­sal.
Vanessa Said Elias Lobo - Advogada (Santa Mariana)

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